ONG Grupo Gay da Bahia (GGB) criou um site para registrar e contabilizar os casos de assassinatos de homossexuais pelo Brasil. Dos 266 registros de homicídios de gays, lésbicas e travestis em todo o país no ano passado, 10 foram no nosso Ceará – três a mais do que em 2010, quando sete foram mortos. Em 2011, o Ceará ocupou a 8ª colocação no Brasil em assassinatos de homossexuais.

Em Fortaleza, o Centro de Referência LGBT Janaína Dutra contabilizou a morte de pelo menos nove homossexuais no ano passado, nos 221 casos de violência física registrados. De acordo com a assessora jurídica do órgão, Rose Marques, esses números enfrentam um problema de sub notificação, pois “não existe um órgão de segurança específico para registrar crimes com causas homofóbicas”.

A página “Quem a homofobia matou hoje” já contabiliza os homicídios de 165 gays, travestis e lésbicas de janeiro a junho de 2012. O número é 28% maior do que de igual período de 2011 passado e equivalente a 62% das 266 mortes contabilizadas em todo o ano passado pelo GGB, com base em notícias de jornais. A maioria dos homicídios homofóbicos deste ano aconteceu em São Paulo, 19; seguidos da Paraíba, 15; e Bahia 14; de acordo com o levantamento.

Luiz Mott, fundador do GGB, adiantou que o grupo critica há anos o Governo federal por não criar esse banco de dados oficial dos crimes homofóbicos.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República informou em Brasília que mantém o Disque Direitos Humanos (Disque 100) com um atendimento específico para violações contra a população classificada de LGBT, desde 2011.

Com informações da Folha de São Paulo

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