O problema da “saidinha bancária” é um dos tormentos do cotidiano brasileiro. O Ceará não foge à regra e, somente em Fortaleza, nos quatro primeiros meses deste ano, foram executadas 40,15% do total de ações desse tipo registradas em 2011. Os bancos não podem eximir-se da responsabilidade de garantir a segurança de seus clientes e funcionários.

Serviços bancários constituem uma atividade imprescindível da vida hodierna. A possibilidade de transações pela internet tende a desafogar a necessidade de operações presenciais, ma, isso ainda está restrito a uma camada menos ampla da população, embora cada vez mais crescente.

O fato é que ir à agência bancária ainda é uma realidade incontornável para a maioria dos clientes. E, aí, é que reside o perigo, já que os criminosos encontram nessa exigência a oportunidade para assaltá-los, de um modo cada vez mais ousado. Além dos assaltos clássicos às agências, com risco de vida para clientes e funcionários, a prática da “saidinha” tornou-se uma verdadeira epidemia no País. A introdução dos caixas eletrônicos, se, por um lado, facilitou o atendimento, por outro, deu ensejo a essa nova modalidade de crime.

Tanto nos assaltos convencionais como nas “saidinhas” realizadas dentro do espaço das agências reservado aos caixas eletrônicos, a responsabilidade dos bancos não deve ser escamoteada. Além de guardas de segurança, portas eletrônicas, câmeras e outros recursos tecnológicos, estes devem prover seus caixas (tanto os convencionais como os eletrônicos) de cabines, de modo que a operação do cliente fique indevassável aos olhares de terceiros. Assim, não se saberá se ele foi fazer um saque, pegar um extrato ou realizar outra operação. As cabines devem ser extensivas aos caixas eletrônicos distribuídos por outros estabelecimentos.

O Município de Fortaleza deu uma grande contribuição à segurança de clientes e funcionários dos bancos quando promulgou uma lei municipal definindo as responsabilidades dos estabelecimentos financeiros na proteção de ambos. Que os demais municípios sigam o exemplo, e que os cidadãos cobrem dos responsáveis a plena aplicação da lei.

(O POVO ONLINE)