Ernesto Batista, Estadão.com.br

Assassinato, tráfico de drogas, extorsão, agiotagem, crime organizado. Estes são os elementos que permeiam a história do homicídio que vitimou o jornalista Décio Sá (foto acima), assassinado há 51 dias em um bar da avenida Litorânea, um dos principais cartões postais de São Luís. 

Nesta terça-feira, 12, a polícia do Maranhão declarou o caso esclarecido, ao apresentar sete acusados de ser mandantes, agenciadores e matador do jornalista.

O empresário Glaúcio Alencar Pontes, 34, que também é policial e ex-vereador no interior do Maranhão; e o pai dele José de Alencar Miranda Carvalho, 72, foram acusados de serem os mandantes.

O sócio de Gláucio, Raimundo Sales Charles Júnior – conhecido como Junior Bolinha – 38, Fábio Aurélio do Lago Silva, 32, e Airton Martins Monroe, 24, são acusados de agenciar o pistoleiro profissional Jhonathan de Souza Silva, 24, que executou o crime e é acusado de matar outras 49 pessoas no Maranhão e no Pará.

Um policial militar, o capitão Fábio Aurélio Saraiva Silva, que era subcomandante do Batalhão de Choque da PM maranhense, teria fornecido a arma calibre .40 que foi usada no crime também foi preso e ainda há um oitavo acusado, que teria dado fuga ao assassino do jornalista, e que conseguiu fugir.

Todos os acusados foram presos por uma equipe formada por 12 delegados e 70 policiais, que cumpriram sete mandatos de prisão e 14 de busca a apreensão numa ação policial coordenada batizada de “operação Detonando”.