Barulho e falta de estrutura de pessoal estão prejudicando o funcionamento da principal agência do BNB. De mudança sem data definida para outro prédio, cuja reforma sequer começou, a agência Fortaleza Centro convive diariamente com o ruí-do de furadeiras e martelos originado por obras que estão sendo realizadas no Edifício Raul Barbosa, histórica sede da direção do Banco, hoje de propriedade da Justiça Federal.

Esse problema associado a uma crônica falta de estrutura para atender as demandas dos clientes da maior agência do BNB, constitui hoje um verdadeiro desrespeito aos trabalhadores lotados naquela unidade e à sua clientela.

O Sindicato dos Bancários do Ceará já levou ao conhecimento da direção do BNB esse quadro deplorável e exige providências imediatas, ao mesmo tempo em que está protocolando denúncias à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, solicitando fiscalização e prevenção para os que estejam transgredindo a legislação.

“Achamos um absurdo que a direção do BNB não esteja tomando as providencias para acelerar a mudança dos funcionários para outro local adequado, já que esse prédio já não pertence mais ao Banco. Quero dizer que o Sindicato está atento e vamos continuar cobrando do Banco e na próxima semana solicitaremos uma audiência com a Superintendência do Desenvolvimento Humano e a Diretoria Administrativa para cobrar as respostas dos nossos questionamentos sobre o funcionamento da agencia”, afirmou Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE.

Assédio moral no BNB – Outro assunto denunciado pelos bancários do BNB ao Sindicato relaciona-se à política de assédio moral, que está se tornando corriqueira na instituição devido a pequena quantidade de funcionários nas agências. O Sindicato convoca os trabalhadores a não aceitarem telefonemas fora do expediente, alterações nas suas rotinas de trabalho e muito menos o acúmulo de atribuições fora de suas respectivas funções. Qualquer ato dessa natureza deve ser denunciado ao Sindicato. Aos gerentes gerais das agências, o SEEB/CE comunica sua disposição para lutar por mais funcionários, pressionando a alta direção do Banco a oferecer aos gestores as condições necessárias para o bom desempenho de seu trabalho.

“Nós do Sindicato vamos tomar providências. Vamos conversar com os gestores do Banco e, se nada resolver, iremos à Justiça. O Sindicato está vigilante e não vai deixar que o assédio moral prospere. Iremos à direção do Banco defender a agência Centro que é símbolo de todo o BNB, em todo o Nordeste e tem que ser reestruturada para dar boas condições de trabalho ao seu pessoal. Se não forem tomadas medidas imediatas tomaremos outras providências junto ao Ministério Público do Trabalho e demais órgãos competentes”, conclui o dirigente sindical Tomaz de Aquino.

Falta de estrutura do posto do Fórum depõe contra imagem do BNB

Com apenas quatro funcionários – sendo dois caixas e dois no atendimento – o posto bancário do BNB no Fórum Clóvis Beviláqua (Água Fria) está sem condições mínimas para o bom atendimento de uma clientela exigente constituída por juízes, advogados e serventuários da Justiça.

Após disputar com outros bancos o privilégio de trabalhar com essa clientela e suas operações, a maioria de elevado valor referente a causas judiciais, o Posto Fórum do BNB está ponto em questionamento a própria imagem da Instituição, por culpa de avaliações equivocadas da Direção do Banco em relação à estrutura organizacional daquela unidade.

Para o Sindicato dos Bancários do Ceará, que esteve visitando o posto na semana passada, não se pode comparar autenticações de baixa complexidade – como recebimento de tarifas e impostos – com outros de alta complexidade como, por exemplo, o levantamento de depósitos judiciais de valores elevados, pois muitas vezes uma só operação desse porte representa o equivalente a dezenas de autenticações de caráter mais simples.

O Sindicato reivindica imediata revisão da estrutura de pessoal do posto Fórum do BNB, com elevação da quantidade de funcionários nos caixas e no atendimento. Aproveita para denunciar também uma deficiência relacionada à estrutura física do posto, que não dispõe de sanitários, obrigando os funcionários que ali trabalham a se deslocarem para sanitários do Fórum, a uma distancia que consome de 10 a 15 minutos da jornada de trabalho, cada vez que seja feito uso dos toaletes.

(TRIBUNA BANCÁRIA – SEEB-CE)

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