O Concurso da Caixa Econômica Federal poderá ser anulado.O Concurso que foi realizado no dia 22 de abril deste ano,previa contratação de 12 mil pessoas.Após denúncias feitas aos investigadores da 4ª Delegacia de Polícia (Guará/DF) foram encontradas provas abandonadas em um terreno baldio que deveriam ter ido para Águas Claras e outros endereços, no último fim de semana. Nas caixas encontradas pelos policiais, havia ainda o adesivo da Fundação Cesgranrio ,organizadora do concurso.Alguns envelopes ainda estavam lacrados.

A seleção foi uma das mais concorridas do ano, registrou 1,1 milhão de inscritos em todo o país. O concurso oferecia oportunidades para formação de cadastro de reserva com salários de R$ 1,7 mil e era direcionado para pessoas com ensino médio completo. Além dos rendimentos, o edital trazia a possibilidade de participação nos lucros e resultados da instituição, oferecia plano de saúde e de previdência complementar, auxílio- alimentação e auxílio- cesta de alimentação. A jornada de trabalho seria de 30 semanais. Os candidatos convocados iriam trabalhar com atendimento ao cliente e executar tarefas bancárias e administrativas.

Segundo o delegado, Jefferson Lisboa, que recebeu uma denúncia, em uma das caixas existem provas soltas. Em outra caixa, as provas estão em envelopes plásticos. Na terceira, em envelopes lacrados.Disse também que dentro de uma das caixas há vários lacres rompidos. As caixas são de papelão e do lado de fora está impresso o nome da Fundação Cesgranrio, responsável pela aplicação do concurso.

A assessora de imprensa da Fundação Cesgranrio, Nícia Maria, informou ao G1 que o material foi descartado erroneamente por um funcionário da Faculdade Unieuro de Águas Claras, um dos locais em que a prova foi aplicada.

“A determinação da Cesgranrio é para que as provas permaneçam guardadas no local, após a realização do concurso, por 40 dias. Isso inclui provas que foram usadas ou não. Só são encaminhados para o Rio de Janeiro os cartões de respostas. Um funcionário da escola viu aquelas provas e, em vez de guardar, jogou na lata do lixo. Houve realmente um erro, mas nada que coloque em risco a lisura do concurso. Não há o risco da prova ser anulada”, afirmou.

Nícia explicou ainda que as provas soltas são as dos candidatos faltosos, já que o número de exames enviados para cada sala é exatamente igual ao número de inscritos. “Os lacres rompidos são dos envelopes que guardavam provas que foram efetivamente usadas no domingo. E os envelopes lacrados correspondem a uma reserva técnica que enviamos para os locais de prova para casos de falhas, como má impressão”, afirmou.

Até o momento não há informações oficiais da Caixa Econõmica Federal se o concurso será anulado ou não.

(PORTAL 180 GRAU)