O Centro de Eventos do Ceará, em fase final de construção no bairro Edson Queiroz, vai gerar com serviços, aluguel de área e realização de eventos diversos, recursos da ordem de R$ 840 milhões, o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, atualmente em torno de R$ 84 bilhões. A projeção foi antecipada ontem, pelo secretário Estadual de Turismo, Bismarck Maia, durante apresentação de projetos de estruturação e qualificação turísticas de cidades do litoral oeste cearense.

Segundo o secretário, o cálculo tem por base os valores de aluguéis de áreas e acomodações, de serviços e eventos corporativos realizados atualmente, no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza.

“A partir do Centro de Eventos, vamos gerar 1% do PIB do Ceará”, afirmou Maia, perante parlamentares e técnicos do setor, participantes de audiência pública, na Assembleia Legislativa do Ceará, na tarde de ontem.

Na oportunidade, o secretário fez uma explanação, ponto a ponto, do programa de Valorização da Infraestrutura Turística do Litoral Oeste – Prodetur Expansão, que irá contemplar 12 cidades. Orçados em US$ 160 milhões, o correspondente a R$ 291 milhões, os projetos serão financiados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), da Venezuela.

Turismo internacional

Em fase de análise no Departamento Estadual de Arquitetura e Estradas (DAE), os projetos de requalificação urbana, ainda não têm prazos para começar. Segundo Maia, tais projetos aguardam chancela do DAE, quanto à tabela de preços do Estado, enquanto “correm” os estudos ambientais. “As coisas estão andando para melhorar a ambiência dos municípios”, responde o secretário, citando os projetos de requalificação de acessos às praias, de calçadas e calçadões, saneamento básico em algumas localidades, duplicação de vias e de preservação de lagoas e dunas.

“Que adianta promovermos as praias, trazermos o turista e ele encontrar filetes de esgotos correndo a céu aberto de barracas e restaurantes”,questionou. Para ele, tais obras de requalificação são necessárias para que o Ceará venha a se transformar, de fato, em um destino turístico internacional. “Ainda não somos um destino turístico internacional. Nós recebemos turistas internacionais, mas só seremos considerados como tal quando tivermos infraestrutura pronta”, alertou, numa referências às obras e ás novas “âncoras” do turismo, como o Acquario e o Centro de Eventos.

Em relação ao Acquario Ceará, cujas obras ainda se encontram paralisadas, Maia disse que está em “tratativas diretas com o Iphan”, atendendo e tirando eventuais dúvidas e no aguardo da deliberação da instituição, que estaria analisando os documentos requisitados e enviados pela Setur.

“Agora nos resta esperar pela aprovação do Iphan, diante de toda a documentação que já lhe foi fornecida”, disse.

(CARLOS EUGÊNIO – DIÁRIO DO NORDESTE)