Rubens Ramalho de Araújo, de 43 anos, o Rubão, mostrou tanquilidade durante a apresentação

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou, nesta sexta-feira (30), um homem suspeito de participar do furto ao Banco Central, ocorrido no Ceará em 2005. O crime é considerado o maior furto do país. Rubens Ramalho de Araújo, conhecido como Rubão, está preso na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o delegado Islande Batista, Rubão foi preso nesta quarta-feira (28) na casa dele em Tocantins, sem apresentar resistência. O suspeito foi encontrado pela Polícia Civil de Minas Gerais após cerca de dois anos de investigações, que se inciaram emUberaba, no Triângulo Mineiro, depois de uma ação chefiada por ele na cidade. Ainda segundo o delegado, contra Rubens Ramalho de Araújo, há 19 mandados de prisão em cinco estados:GoiásMato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Tocantins.
 

Atuação
Além da suspeita de participação no assalto ao Banco Central, Rubão é apontado como chefe de uma quadrilha de assaltos a banco, da qual participariam cerca de 15 pessoas. De acordo com Batista, o grupo faz parte de um movimento criminoso conhecido como “novo cangaço”. Ainda segundo o delegado, a quadrilha chefiada por Rubens Ramalho de Araújo agia principalmente em municípios pequenos do Nordeste. “Eles sitiavam a cidade, rendiam a polícia e assaltavam os bancos”, afirma Islande Batista.

De acordo com a polícia, o suspeito já teria fugido da cadeia ao menos quatro vezes. Segundo o delegado, a polícia tem conhecimento de fugas em Feira de Santana (BA), Arco Verde (GO) e Teresina e Pombal (PI).

Islande Batista informou que, a partir da prisão de Rubão, será dada continuidade às investigações e pretende-se chegar a outros integrantes da quadrilha chefiada pelo suspeito.

Banco Central
De acordo com o delegado, Rubens Ramalho de Araújo teria embolsado R$ 5 milhões no furto ao Banco Central, quantia, segundo Batista, inferior à recebida por outros participantes do crime. O delegado informou que Rubão teria se recusado a passar pelo túnel cavado pelos criminosos e, por isso, teria ganhado uma fração menor do dinheiro partilhado pelos assaltantes.

O maior furto do Brasil ocorreu entre os dias 6 e 7 de agosto de 2005, na sede do Banco Central, no Centro de Fortaleza. Os ladrões alugaram uma casa a 78 metros do banco e chegaram ao cofre por meio de um túnel com cerca de 4 metros.

Dos R$ 164 milhões furtados, foram recuperados cerca de R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões em bens. A primeira parte do montante foi recuperada 50 dias após o crime, na casa onde morava um dos suspeitos. Ainda em 2005, R$ 418 mil foram encontrados em outra casa em Natal.

A investigação culminou na prisão de mais de 120 pessoas, das quais 37 tiveram envolvimento direto com o crime. Foi preso também o ex-prefeito de Boa Viagem Antonio Argeu, acusado de financiar R$ 100 mil para a execução do furto.

Neste mês, a polícia prendeu um dos condenados de participar do furto ao Banco Centralna Via Dutra, perto de Santa Isabel, na Grande São Paulo. De acordo com a polícia, no crime, o homem tinha a função de conduzir as escavações do túnel que levava ao cofre do banco.

(G1 MG)

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