UFC/ Divulgação
Cezar "Mutante", Daniel Sarafian, Godofredo "Pepey" e Rony "Jason" são os finalistas do 1º TUF Brasil

Centenas de leitores do blog me perguntaram.

Por que Diego Ribas revelou os vencedores do The Ultimate Fighter?

Não seria melhor esconder o resultado?

E não estragar o programa?

Sou jornalista.

Resolvi fazer algo que mais do que justo.

Abrir espaço para que ele explicasse de próprio pulso.

Diego para quem não sabe, ele respira MMA.

Foi um dos primeiros a divulgar o esporte no Brasil.

Sua credibilidade sempre lhe abriu portas com os lutadores.

Promotores, empresários, juízes.

Todos se rendem diante do seu ótimo trabalho como repórter.

A revelação dos vencedores do TUF foi apenas mais um furo.

Até ameaça de morte ele recebeu pela revelação.

Na minha análise estava apenas fazendo o seu ótimo trabalho para o R7.

Se estivesse trabalhando para qualquer outro site faria a mesma coisa.

O furo teve repercussão internacional.

E ameaça de represálias.

Há um acordo de confidencialidade entre os participantes do TUF.

Com multas milionárias.

Se Diego conseguiu romper essa barreira, não deve ser crucificado.

Muito pelo contrário.

A sua apuração deve ser exaltada.

Sou um grande fã do MMA, do UFC.

Mas sei separar as coisas.

Diego exerceu seu trabalho.

Cumpriu o seu dever com os leitores do R7.

Quem gosta de MMA vai acompanhar normalmente o TUF.

E querer descobrir como os quatro finalistas chegaram lá.

Não vai mudar nada.

Já que os quatro são apenas finalistas.

Lutarão no mesmo dia em que Anderson terá pela frente Chael Sonnen.

Os dois que terão contrato com o UFC serão descobertos ao vivo.

Diego não tem compromisso com a Globo, com os irmãos Fertitta.

Muito menos com bolsas de apostas em cassinos.

Sua missão é ser repórter.

Buscar informações exclusivas.

E ele é um dos melhores especialistas de MMA do País.

Não pode ser punido por isso…

Mas fique com a versão de Diego…

“A repercussão sobre a matéria que adiantava os nomes dos finalistas do TUF (The Ultimate Fighter) Brasil, só comprovou uma tese defendida há tempos por diversos colegas de profissão: o mundo do MMA ainda é amador.

Ficou claro que se uma notícia não agrada, ela rapidamente vira motivo de histeria e é apontada como algo que “denigre o esporte”. E é aí que mora o perigo, logo de cara. Se não for para falar bem, elogiar ou exaltar, é melhor ficar quieto? Claro que não. Uma notícia de interesse público tem que ser apurada e publicada, e é essa a função do jornalista.

E o furo que publiquei não é inédito.

O site Sherdog, o mais conceituado em MMA do mundo, já havia divulgado os vencedores de uma edição do programa, anos antes, nos EUA. Desde então, o site continuou seu trabalho, o UFC seguiu fazendo eventos, e o reality show não parou de ser gravado, tanto que está em sua 15ª edição naquele país.

A notícia não denegriu o esporte, mas algo curioso aconteceu. O site em questão foi proibido de entrar em qualquer evento realizado pela Zuffa, empresa que comanda o UFC, que, como instituição privada que é, tem esse direito. Mas isso já levanta outro tema.

Quer dizer que a pessoa que publicar algo que não agrade ao evento poderá ser banida de suas edições e tudo fica por isso mesmo? Então a ideia é que a imprensa que esteja presente no evento seja apenas aquela que nunca tenha desagradado os chefões do MMA?

Bom, a longo prazo saberemos se esse tipo de retaliação ainda será usada – inclusive com este jornalista que vos escreve -, e se a mídia será “doutrinada” para não perder credenciais em eventos. Coisa que duvido que aconteça.

Mas, até lá, continuarei com o jornalismo crítico que nunca foi acusado de denegrir o esporte nesses anos em que implementei a cobertura de MMA tanto no Abril.com, como no R7.com.

E, respondendo diretamente às perguntas que dão título ao post gentilmente cedido por Cosme Rímoli:

Por que era minha obrigação.”

(Se você quiser conhecer os vencedores…

Revelados pelo Diego Ribas…

Olhe a foto do início da matéria.

(BLOG DO COSME RIMOLLI – PORTAL R7)