São Paulo – O Sindicato recebeu denúncias de demissões de pessoas com deficiência na administração predial do Ceic do Itaú Unibanco. Foram seis funcionários que atendiam demandas sobre a manutenção, e também por meio do sistema SAP do banco, que abrange o CTO e o CAT.
Uma das trabalhadoras demitidas foi convocada durante o período de férias para participar por dois dias de uma dinâmica promovida pelo banco. O objetivo era realocar a funcionária, o que não ocorreu, uma vez que a demissão foi anunciada na volta das férias. “Além de demitir funcionários com deficiência, a instituição financeira desrespeitou o período de férias da trabalhadora”, destaca a diretora do Sindicato Marta Soares.

A dirigente ressalta a obrigação do banco em cumprir a lei nº 8.213, de 1991. A empresa com 100 ou mais funcionários tem de preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas com deficiência. “Já cobramos do banco satisfação sobre a prática e estamos conversando com os funcionários demitidos para analisar as situações, caso a caso”, completa Marta.

Além das cotas – Uma das reivindicações do Sindicato para os funcionários com deficiência contratados pelas instituições financeiras é um espaço maior para a ascensão profissional. “Para que não ocorram tantas demissões, reivindicamos que o banco analise a capacidade laboral desses trabalhadores para que sejam integrados em áreas com oportunidades de crescimento”, conclui a dirigente.

(SEEB-SP)

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