A modelo Carolina Thaler, descoberta em 2009 no concurso Super Models, da agência Ford, deu uma rasteira nos comentários negativos recebidos no começo da carreira, principalmente os que se referiam às suas pernas, finas e “tortas”. Com estilo e perseverança, Carol agora saboreia o sucesso de ter feito pelo menos 30 desfiles no circuito internacional, apenas na temporada outono-inverno.

A modelo, de 19 anos, natural de Lages, Santa Catarina, tem um rosto marcante e desfila com atitude. Talvez por isso esteja entre as escolhidas para desfiles como Dior, Chanel, Gucci. Aliás, durante a SPFW, foi chamada para desfilar para alta-costura da Dior e não vacilou. Saiu da Bienal diretamente para o aeroporto, passando rapidamente pela sua casa para fazer as malas.

Carol falou ao Terra, por email, como foi a correria nas últimas semanas, como se prepara para a maratona de desfiles e como enfrenta e enfrentou os comentários negativos escutados aqui no Brasil no começo de sua recente carreira. Confira trechos da entrevista.

Terra: Como começou sua carreira?
Carolina Thaler: – Fui descoberta no concurso Super Models, promovido pela Ford, em 2009. Na época, fiquei entre as cinco finalistas da etapa nacional. O convite para entrar na agência veio logo em seguida.

T: Quantos desfiles fez nesta última temporada internacional?
CT: Fiz 10 desfiles em Nova Iorque, 10 em Milão e 10 em Paris.

T: Falavam que você tinha pernas tortas no começo da carreira, o que a impediu de desfilar para algumas grifes por aqui. Como encarou isso e como superou esses comentários?
CT: Nunca me importei com os comentários negativos do começo da carreira de modelo. Sempre procurei fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Aprendi que nesta profissão temos de ter equilíbrio psicológico para enfrentar as críticas. Com este pensamento, estou conquistando o meu espaço.

T: Hoje, fazendo alta-costura e sendo requisitada para vários desfiles pret-à-porter, como encara os “nãos” recebidos no começo?
CT: São poucas as meninas que conseguem ter uma boa temporada internacional como eu tive. Não é nada fácil se levarmos em conta a concorrência ou se você não tem o perfil da estação. Por isso, como eu disse anteriormente, você precisa ter equilíbrio para não deixar que os obstáculos influenciem a sua autoestima. Eu fiz isso, corri atrás dos meus objetivos e agora estou colhendo os frutos.

T: No Brasil, você ficou um período sem desfilar e voltou agora para Rio e SPFW. Por quê?
CT: Porque eu tinha que amadurecer como modelo e pessoa. Era muito nova. Então, a minha agência decidiu que eu ficasse morando um tempo em Paris. Mas como as coisas começaram a dar certo, fiquei quase um ano viajando um ano entre a Paris, Londres e Espanha.

T: Foi chamada para alta-costura da Dior e saiu da Bienal diretamente para Paris. Teve tempo de arrumar a mala direito? O que levou ou o que leva nessas malas de viagem de última hora?
CT: Foi uma correria mesmo. Trouxe tudo que tenho em duas malas supercheias, pois sabia que não voltaria tão cedo ao Brasil. Como não tive tempo, coloquei tudo dentro da mala e fui correndo para o aeroporto. (risos)

T: Como você se prepara para a maratona de moda como essa que terminou?
CT:Apesar da correria, tento dormir o máximo possível e me alimentar bem. Esta foi a primeira temporada internacional que realmente fiz muitos desfiles e neste caso tentei dormir o máximo que pude para acordar sempre com uma aparência boa.

T: O que tem de dizer para as modelos iniciantes?
CT: Nunca desistir.

T: Tem algum hobby para fazer nas horas livres?
CT: Não tenho hobby, mas vou começar a estudar francês.

T: E em relação a estudos? Em que ano parou? Pretende fazer alguma faculdade?
CT: Terminei o segundo grau, mas não consegui começar uma faculdade. Sempre tive vontade de fazer, mas não tenho pressa e ainda não escolhi que área fazer.

T: Quais suas marcas prediletas?
Prada, Celine e Chanel.

(Rosângela Espínossi – Portal Terra)