O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, criticou neste domingo (04/03) políticos europeus dizendo que era “melhor ser ditador do que gay”, respondendo a acusações de autoritarismo por parte da Europa.

“É histeria absoluta. Como você pode ver, existem dois tipos de políticos hoje em dia”, disse ele. “Um vive em Varsóvia e o outro em Berlim. Bem, temos o de Berlim, com o apoio de lésbicas e gays, gritando sobre a ditadura em Varsóvia… Quando eu ouvi aquilo, pensei: ‘melhor ser um ditador do que ser gay’”, disse Lukashenko.

O presidente bielorrusso também criticou a declaração do Parlamento Europeu na semana passada, que pediu que fosse cancelado o Campeonato Mundial de Hóquei no Gelo na Bielorrússia, em 2014, porque “segundo a organização, o governo tem presos políticos.”

Lukashenko respondeu às críticas dos ministros das Relações Exteriores polaco, Radoslaw Sikorski, e do seu homólogo alemão, Guido Westerwelle, que fez sua homossexualidade pública.

Esta não é a primeira polêmica de Lukashenko com Westerwelle. Em fevereiro de 2011, ele disse ao ministro alemão que não gosta de “bichas” e o aconselhou, “olho no olho”, a levar uma ”vida normal”.

A Bielorrússia está sujeita às sanções europeias por causa de prisões de oposicionistas. Alexander Lukashenko foi reeleito presidente em 2010 com mais de 80% dos votos.

(OPERA MUNDI)

Anúncios