Os corpos dos dois militares mortos no incêndio na estação Comandante Ferraz, na Antártica, chegaram na manhã desta terça-feira no Rio de Janeiro. Os corpos foram transportados em uma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira). 

O suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos, ambos da Marinha, morreram no sábado, quando tentavam combater o incêndio originado na casa de máquinas da base.

Os caixões foram cobertos com a bandeira brasileira e são conduzidos por oito soldados da Marinha. As Forças Armadas realizarão hoje, no Rio de Janeiro, uma cerimônia em homenagem às vítimas do incêndio. 

Acidente

Os militares e pesquisadores brasileiros que estavam na base, no momento do acidente, foram levados ao Chile ainda no sábado, retornando ao Brasil na madrugada de segunda-feira. Ao todo, foram resgatados 30 pesquisadores, um alpinista, um representante do Ministério do Meio Ambiente e 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, além do primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, ferido no incêndio. 

Segundo a Marinha, 70% das instalações foram destruídas pelo incêndio. O prédio principal da estação, onde ficavam a parte habitável e alguns laboratórios de pesquisas, foi completamente atingido pelo incêndio, tendo permanecidos intactas as estruturas isoladas do prédio principal.

A presidente Dilma Rousseff divulgou, na noite de sábado, uma nota em que diz ter recebido a notícia com “grande consternação”. Ela destacou o heroísmo dos militares no combate ao incêndio e manifestou solidariedade às famílias dos dois militares brasileiros mortos e feridos no acidente.

(PORTAL BAND)

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