A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou nesta quinta-feira (9) aumento de salário para os policiais militares do estado e anistia aos participantes da greve que ocorreu entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012. O salário vai ser reajustado em R$ 920,18 e os policiais não vão ser punidos.

A mensagem foi enviada à Assembleia na quarta-feira (8) e aprovada nesta quinta pelos 37 deputados estaduais presentes nesta quinta. O líder do governo na Assembleia, deputado Antônio Carlos (PT-CE), classificou a aprovação da mensagem como uma “uma atitude sóbria”.

A deputada de oposição Eliane Novais (PSB-CE) parabenizou o estado pela aprovação e os servidores pela “conquista” das reivindicações feitas durante a greve dos policiais militares.

“Faltam pontos”
Na avaliação do presidente da Associação de Cabos e Soldados da Policiais Militares do Ceará, cabo Flávio Sabino, a aprovação indica que o que o governo “está avançando passo a passo, mas ainda faltam pontos a serem acertados”. “Até o momento o governo tem cumprido todos os pontos acordados. Mas ainda esperamos o reajuste da carga horária semanal de 40 horas, recebimento do pagamento de horas extras, reestruturação das promoções e vale alimentação de R$ 10”, diz Sabino. Atualmente os PMs do Ceará trabalham em média 48 horas semanais e vale alimentação diário de R$ 6.

O presidente da associação diz também estar “confiante” de que o governo vai atender as demais reivindicações da categoria. “Nós entendemos que o governo não tem apenas a demanda da Polícia Militar. Estamos avançando de forma lenta, mas estamos confiantes de que teremos as reivindicações”, diz.

Entenda o caso
No dia 29 de dezembro parte dos policiais militares e bombeiros do Ceará decidiram paralisar as atividades até reunirem com o governador Cid Gomes para ouvir as reivindicações da categoria. Desde o início da paralisação, os funcionários se encontram acampados no 6º Batalhão da Polícia Militar.

Os policiais e bombeiros reivindicavam aumento salarial reajuste salarial de 80% em quatro anos, sendo aumento de 20% em cada ano. Eles também pedem promoções e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, além da anistia para os manifestantes. Os policiais usaram carros da companhia para bloquear a rua que dá acesso ao Batalhão e esvaziaram os pneus dos veículos. No Batalhão também estão filhos e mulheres dos servidores.

Após uma reunião, em que o governo concedeu a incorporação da gratificação ao salário e atendeu outras reivindicações, PMs e bombeiros encerraram a paralisação no dia 4 de janeiro.

(G1 CEARÁ)

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