DIVULGACAO Dilma ficou por cerca de meia hora em Mauriti e desceu no canal da obra

Mauriti. “Estamos estabelecendo um marco aqui hoje. É um marco da conclusão da retomada, com todos os canteiros prontos e com a perspectiva de cumprir várias metas”, disse a presidente Dilma Rousseff ao chegar na tarde de ontem em Juazeiro do Norte, segundo ela, para falar “exclusivamente” do projeto da Transposição do Rio São Francisco. Ela classificou as obras da Transposição como uma das mais significativas desse início de século, por criar condições de se ter uma agricultura diferenciada, numa região que se caracteriza pela seca.

A presidente se referiu as adequações feitas ao projeto original da Transposição, e destacou a obra como estratégica e crucial para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste e do Brasil. Ela visitou o trecho da obra no Distrito de Palestina, em Mauriti. Serão liberados no primeiro momento para os trabalhos R$ 2,4 bilhões. E numa segunda etapa, mais R$ 1,9 bilhão.

Até junho deverão se contratados mais 2.600 operários para as obras da Transposição. A meta é concluir a primeira etapa da obra até o fim deste ano.

Corpo a corpo

Dilma permaneceu por cerca de meia hora no local, e chegou a descer para dentro do canal, no trecho onde estava sendo feita a parte de concretagem da obra, onde conversou com operários. No retorno a Juazeiro, participou de reunião com empresários dos consórcios.

Outro compromisso pré-agendado, na manhã desta quinta-feira, seria a visita ao canteiro de obras da Transnordestina, em Missão Velha, mas a presidente justificou que o trecho já estava pronto até a cidade e decidiu seguir, às 9 horas, para Parnamirim, São José do Belmonte e Salgueiro, no Estado de Pernambuco, onde iria visitar outros trechos em andamento.

Ela fez questão de enfatizar a obra com uma das prioridades e que por isso reservou uma viagem de trabalho exclusiva, inclusive para ouvir os empresários e cobrar agilidade na obra, para que os prazos sejam cumpridos.

Novo impulso

Com os avanços no processo de licitação, que deverá ter continuidade até junho deste ano, novas empresas, além de algumas já existentes, darão impulso ao projeto, que tem a previsão de ser concluído somente em 2014.

O ministro da Integração, Fernando Bezerra, disse também que neste momento as obras absorvem uma mão-de-obra de 3.900 operários. Até junho, deverá chegar a 6.500, a partir das novas contratações.

“Essa é uma obra estratégica, porque ela assegura ao Nordeste condições de desenvolvimento, um dos quais mais essenciais, que é a questão do acesso à, que faz a dessedentação das pessoas e dos animais, para garantir a base da vida e do próprio desenvolvimento da região”, disse Dilma em relação a importância da obra para 12 milhões de nordestinos, diretamente.

A presidente disse que acompanhar como está os trabalhos é um dos assuntos fundamentais. O serviço de reconfiguração da obra, desde a sua base inicial, segundo a presidente, foi realizado em 2011.

Ela disse que veio a Mauriti apenas concluir uma etapa de trabalho, com isso começaram a ocorrer as novas contratações. Muitos lotes chegaram a ser feitos, conforme Dilma, com o projeto básico.

O ministro classificou o momento como de remobilização. Ele justificou que por conta das chuvas, nesse período, não há condições de dar continuidade à terraplenagem, pelo menos até abril. Porém, mais de 500 pessoas continuam trabalhando.

(ELISÂNGELA SANTOS – DIÁRIO DO NORDESTE)

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