Cerca de 50 indígenas rarámuris se suicidaram em dezembro de 2011 na Serra Tarahumara do México pelo desespero de não poder alimentar seus filhos, disse no domingo Ramón Gardea, do sindicato Frente Organizada de Camponeses, embora o governo local tenha desmentido esta informação.

“As mulheres indígenas quando ficam quatro ou cinco dias sem poder dar comida aos seus filhos ficam tristes, e é tanta tristeza que até o dia 10 de dezembro (2011) 50 homens e mulheres, pensando que não têm nada para dar para seus filhos, se jogaram do barranco”, disse Gardea a uma rede de televisão do estado de Chihuahua (norte), onde se localiza a serra Tarahumara.

Diante da falta de alimentos, os indígenas “se jogam do barranco, outros se enforcam”, insistiu Gardea.

O líder camponês não informou quando foi registrado o primeiro suicídio dos indígenas, que têm como principais atividades econômicas a agricultura, a caça a manufatura de cestos, além da exploração florestal.

No entanto, o governo de Chihuahua desmentiu em um comunicado a informação sobre os suicídios.

Apenas “quem não conhece a idiossincrasia (dos indígenas rarámuris) poderia acreditar em semelhante versão. Sua formação na dureza da serra os faz homens e mulheres com um temperamento a toda prova”, sustentou o governo.

(AFP)