Diplomata brasileira morre após
contrair malária na Guiné Equatorial

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira (26) a morte da diplomata brasileira Milena Oliveira de Medeiros, de 35 anos. Ela contraiu malária em Malabo, na Guiné Equatorial, durante uma viagem de trabalho em novembro.

Segundo o Itamaraty, Milena “sempre exerceu suas funções com grande dedicação e sentido de dever. Sua passagem, que abrevia prematuramente uma carreira promissora, é sentida profundamente por todos os seus amigos e colegas”.

De acordo com o Sinditamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores), Milena foi internada em um hospital de Brasília após voltar de uma viagem de dois à Guiné Equatorial na última semana de novembro.

Em nota divulgada hoje, o sindicato apontou falhas na assistência médica prestada aos funcionários do Itamaraty.

– O que, se verifica, sim, é a permanente ausência de médicos no Serviço Médico do Ministério de Relações Exteriores.

O Sinditamaraty lembra ainda o caso da Oficial de Chancelaria Maria das Graças del Penho Catta Preta, que morreu em agosto de 2007 na República de Camarões por causa de malária cerebral.

– Agora o fato se repete com o falecimento da Terceira Secretária Milena Oliveira de Medeiros, que viajou a serviço para a África em novembro último e não resistiu à malária.

Malária

A malária é causada por um parasita, transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles.

Os sintomas são fraqueza, febre alta, calafrios e dores de cabeça e no corpo. A mesma pessoa pode ser infectada várias vezes.

Não há vacina contra a malária. As formas de prevenção são o uso de telas em portas e janelas, mosquiteiros com inseticida e repelentes.

No Brasil, a doença é endêmica na Amazônia Legal, que responde por 90% dos casos registrados no país. Em setembro, o Ministério da Saúde anunciou que 47 municípios da região vão receber 1,1 milhão de mosquiteiros ou cortinados impregnados com inseticida de longa duração.

(R7)