A rede de farmácias Pague Menos, terceira maior do setor, com R$ 2,8 bilhões em vendas estimadas neste ano, e a Ultrafarma, varejista com forte atuação na venda online de medicamentos, estão em conversas iniciais para uma fusão das operações. Essa iniciativa faz parte do processo de consolidação do mercado, motivado pela união de rivais de peso das duas companhias nos últimos meses.

Sidney Oliveira, presidente da Ultrafarma, e Francisco Deusmar de Queiroz, presidente da Pague Menos, têm se encontrado freqüentemente nas últimas semanas, quando os dois começaram a trabalhar num plano de união dos negócios. No último dia 17, os empresários estiveram juntos em Fortaleza (CE), cidade sede da Pague Menos. Pessoas próximas às negociações contam que as conversas ainda são preliminares, “mas há grande interesse de ambas as partes que as conversas evoluam”, disse a fonte. “A Ultrafarma está buscando um novo caminho para a operações desde que o imbróglio da separação entre Oliveira e a ex-esposa foi resolvido”, conta a fonte.

“Já a Pague Menos se movimenta porque sabe que precisa ganhar mais escala se quiser manter margem e ser competitiva”.

Se as negociações avançarem, o grupo criado se mantém na terceira posição do ranking geral do varejo de farmácias, mas se distancia da BR Pharma, do banco BTG. Juntas, Pague Menos e Ultrafarma são um negócio que deve vender R$ 3,2 bilhões neste ano, R$ 2,8 bilhões da Pague Menos e R$ 400 milhões da Ultrafarma, em valores estimados pelo mercado.

Somada, a participação de mercado das duas deve atingir 7,8% neste ano. A Drogarias DPSP deve faturar R$ 5 bilhões neste ano (12,2% de participação) e a Raia Drogasil, R$ 4,5 bilhões (11% do mercado), segundo estimativa de analistas.

(MONITOR MERCANTIL)