Por Cláudio Gradilone

“Chegamos a Tailândia”, diz Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco. Neste ano, o banco abriu sua primeira agência no município de Tailândia, nordeste do estado do Pará. Com 79 mil habitantes em 2010 e um rápido crescimento populacional, o município deverá ser um grande produtor de biodiesel. A abertura da agência em Tailândia – ao lado de outras 1.002 abertas no segundo semestre – reflete bem a agressiva aposta no crescimento orgânico realizado pelo bancão de Osasco. Hoje, o Bradesco tem cerca de 4.500 agências, mais que as 4.005 do arquirrival Itaú Unibanco. Considerando-se agências e postos de atendimento bancário (Pabs), o Bradesco possui hoje 8.818 pontos de venda, ante 4.948 do Itaú. É a maior rede privada.

Concentrar esforços na expansão geográfica e acompanhar a movimentação das fronteiras econômicas foi a estratégia encontrada pelo banco para fazer frente à expansão da concorrência. Em 2008, a fusão entre Itaú e Unibanco tirou-lhe a liderança em termos de ativos financeiros. Neste ano, a concessão do Banco Postal, que havia sido adquirida em 2005 e tinha validade por cinco anos, foi novamente colocada à venda e o comprador foi o Banco do Brasil. Sem essas alternativas e sem alvos de aquisição em vista, o banco optou por crescer por meio da expansão de sua rede, projeto a que foram dedicados R$ 2 bilhões. “Nunca tivemos um crescimento tão rápido e tão concentrado da nossa rede”, diz Trabuco.

Segundo Trabuco, há um enorme espaço para expansão nos próximos anos. “Em São Paulo, 43% da população economicamente ativa em idade adulta tem conta em banco, mas a média nacional é de cerca de 21%, bem menos do que isso”, diz ele. Segundo o presidente do Bradesco, a estimativa do sistema financeiro é que, nos próximos dez anos, cerca de 150 milhões de novos clientes cheguem aos bancos. “Nossa estratégia para enfrentar esse crescimento é expandindo a rede de agências”, diz ele.

(ISTO É DINHEIRO)