São públicos os melhores cursos de Medicina do Ceará. Universidade Estadual (Uece) e Universidade Federal (UFC) oferecem as formações de maior qualidade, segundo critérios de avaliação do Ministério da Educação (MEC) divulgados há duas semanas.

Considerados os desempenhos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2010 e no Conceito Preliminar de Curso (CPC – indicador da situação de graduação), a Uece sai na frente.

A instituição obteve nota máxima (5) no Enade – com pontos brutos de 4,28. No CPC, alcançou 3,08. Ambos os critérios variam de zero a cinco. Com isso, ocupa o 13º lugar no ranking nacional dos cursos.

A UFC vem em seguida, com os três campi analisados. A estrutura de Barbalha (Região do Cariri) teve 5 no Enade – com pontos brutos de 4,01 – e 2,67 de CPC. Em Fortaleza, o curso registrou 4 no Enade – com bruto de 3,84 – e 3,13 de CPC. Em Sobral (Região Norte), a nota no Enade foi 4 – com bruto de 3,70 – e um CPC de 2,96.

As estatísticas deixam o curso da Federal no Cariri na 26ª posição nacional; o da Capital, no 32º lugar e o da Zona Norte cearense, em 36º. São 177 cursos de Medicina no Brasil, 33 dos quais não dispõem de conceito Enade/CPC. No Nordeste, 23 dispõem dessas notas.

A Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ) aparece logo após os quatro cursos das duas universidades públicas. A entidade obteve Enade 3 – com 2,72 em pontos brutos – e CPC de 2,30.

Os outros cursos no Ceará – da Faculdade Christus e da Universidade de Fortaleza (Unifor) – não dispõem de conceitos Enade/CPC porque não formaram alunos em Medicina até fim de 2010. Ambas informaram ao O POVO que entregam a primeira turma ao mercado em julho de 2012. Por isso, a reportagem opta por não incluí-las no ranking de classificação.

Na Uece, o clima é de comemoração. “Nosso curso tem uma peculiaridade dentro da universidade: os meninos são muito bem avaliados na entrada. Mas ainda não tínhamos a avaliação formal da saída, porque nunca havíamos sido avaliados pelo Enade”, explica Cristina Micheletto Dallago, coordenadora da Medicina.

O curso foi criado em 2002. O selo de reconhecimento do MEC saiu seis anos depois. O bom desempenho de agora, a professora atribui ao corpo docente da instituição e aos educadores parceiros de práticas médicas.

São profissionais que estão em cargos estratégicos em unidades de saúde do Estado e prestam serviço à Uece. Ministram aula durante um período. Recebem bolsa da Secretaria da Saúde (Sesa) por isso. “A gente reconhece que é um curso novo e que está se reestruturando. É um curso que se adapta à realidade de onde está inserido. E essa é a vantagem de ser novo: não ter vícios”, cita Cristina.

Ela admite, porém, que há deficiências. “Sabemos que a educação não tem sido privilegiada. Toda universidade brasileira passa por isso. Na Uece, a carência é de 200 vagas para professor como um todo. A promessa é de que tenha concurso no próximo ano”, pontua a coordenadora.

ENTENDA A NOTÍCIA

Instituições públicas do Ceará tiveram nota 5 no Enade e bom desempenho na avaliação de infraestrutura, instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente. Somente uma faculdade particular cearense de Medicina dispõe de conceito do MEC.

SERVIÇO

A lista completa de instituições por IGC e de cursos por CPC está no portal do Inep http://bit.ly/w49Ndxn

Veja ainda a avaliação dos cursos de Medicina de todo o Brasil no http://www.opovo.com.br

(Bruno de Castro – O Povo Online)