A única Bolsa de Valores do Brasil pode ganhar uma irmã concorrente a partir de 2012. A BM&F Bovespa segue sendo a única referência financeira do país e se instala na cidade de São Paulo, porém, a líder no mercado de ações nos Estados Unidos, Direct Edge, está preparando o lançamento de uma bolsa voltada totalmente para o mercado eletrônico que ficaria sediada no Rio de Janeiro.

A nova bolsa, que deve começar a operar no final do ano que vem, ainda depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Caso a implementação desta nova plataforma para comércio de títulos seja aprovada, o terá sua primeira Bolsa de valores desde 2002, quando o pregão local foi fechado.

No início da década, todas as Bolsas que haviam no país foram integradas à Bovespa, que passou a figurar como um monopólio, utilizando o pregão completamente eletrônico desde 2005.

Para a prefeitura da cidade contemplada, a formação da nova Bolsa de Valores pode atrair serviços de corretagem e tecnologia financeira, o que reaqueceria o mercado de nicho no local.

Segundo a secretária de Finanças do Rio de Janeiro, Eduarda La Rocque, a chegada de uma bolsa de valores com implicação mundial poderia criar novas oportunidades para os jovens profissionais da cidade e maximizar os esforços em revitalizar o setor financeiro.

Em um comunicado oficial o presidente da Direct Edge, William OÂBrien, afirmou que, apesar de ser implementado pela empresa estadunidense, a estrutura do sistema vai ser criada de acordo com os moldes do mercado Brasileiro.

Para Edge, uma segunda Bolsa de Valores iria potencializar a participação dos investidores na economia brasileira, que é “uma das que crescem mais rápido no mundo”. Ele ainda lembrou da importância da concorrência para estimular a inovação e melhorar os preços.

(PORTAL DO SIDNEY REZENDE)