O cinegrafista Gelson Domingos da Silva,morto na manhã deste domingo (6), durante a cobertura de uma operação Batalhão de Operações Especiais (Bope) Zona Oeste do Rio de Janeiro, se destacou por seu trabalho em coberturas policiais.

No ano passado, Gelson recebeu uma menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de anistia e direitos humanos.

Ele começou a trabalhar na TV Bandeirantes em setembro passado, e já tinha trabalhado na Rede Record, no SBT e na TV Brasil. Aos 46 anos, era casado e deixa três filhos e dois netos

O corpo do cinegrafista será enterrado nesta segunda-feira (7), às 15h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio.

‘Sentimento de gratidão’
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou nota na tarde deste domingo (6) em que “expressa o seu pesar aos familiares, amigos e companheiros de Gelson Domingos”.

Eis a integra da nota:

“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Secom expressa o seu pesar aos familiares, amigos e companheiros de Gelson Domingos, cinegrafista do Grupo Bandeirantes morto por um tiro neste domingo, enquanto fazia a cobertura em uma operação policial no Rio de Janeiro.

O trágico episódio reforça em toda a sociedade o sentimento de gratidão e de solidariedade a todos os profissionais de todas as categorias que, como Gelson, arriscam-se em suas tarefas diárias em prol dos brasileiros”.

Nota da Arfoc
Em nota divulgada neste domingo (6), a A Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc-Rio) lamentou a morte do profissional. Esta é a íntegra da nota assinada pelo presidente da Arfoc-Rio, Alberto Jacob Filho:

“A Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc-Rio) lamenta a morte em serviço do operador de câmera (função privativa de radialista) Gelson Domingos da Silva, da TV Bandeirantes, hoje pela manhã, na Favela de Antares, na Zona Oeste do Rio.
Esse é mais um capítulo da trágica história da cidade do Rio de Janeiro, que nos deixa consternados e preocupados com o seu futuro e o da profissão. Está mais do que provado que os jornalistas precisam se capacitar para esse tipo de cobertura e, quando julgar necessário, se recusar a arriscar a vida em situações como essa.
Exigimos das autoridades de segurança do Estado do Rio de Janeiro que sejam tomadas as providências necessárias para apurar as circunstâncias que levaram nosso colega à morte e a prisão do autor do disparo.”

A Assessoria da Polícia Civil informou na tarde deste domingo (6) que vai usar as imagens feitas pelo cinegrafista na investigação para chegar ao autor do disparo que causou sua morte. Na tarde deste domingo, a Divisão de Homicídios aguardava a chegada das imagens.

(G1)