O câncer na laringe, que acometeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como principais causas o cigarro e em segundo lugar a bebida. O diagnóstico foi divulgado na manhã deste sábado pelo Hospital Sírio-Libanês.

Segundo o médico Daniel Herchenhorn, chefe de oncologia do Inca, o tratamento na fase inicial são cirurgias conservadoras, em alguns casos com laser, enquanto em fases mais invasivas o tratamento é cirúrgico, associado a radioterapia e/ou quimioterapia. Em estágios mais graves, a cirurgia em geral é mutilante, deixando o paciente sem as cordas vocais e com uma traqueostomia permanente.

“A maioria dos casos é na corda vocal ou acima dela (supraglótico). Quando ocorre na corda vocal em geral o primeiro sintoma é rouquidão”, explica o doutor Herchenhorn. Mais de 80% dos pacientes do Inca com câncer na laringe tem histórico de fumo ou álcool.

A chance de cura depende da extensão da doença, vista através de laringocospia, além de tomografias ou ressonâncias. O fato do paciente fumar aumenta o risco e diminui a probablidade de cura. Fumantes têm quatro vezes mais risco de morrer do que ex-tabagistas. Além disso, qualquer outra doença como pressão alta ou problema cardíaco aumenta o risco.

Segundo o site do Inca, O câncer na laringe é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos nessa região do corpo. O tumor pode surgir nas cordas vocais ou na laringe supraglótica (acima das cordas vocais).

Entre os sintomas estão dor de garganta e rouquidão. O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de alteração na voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de um “caroço” na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, pode ocorrer dor na garganta, disfagia e dispnéia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Da Agência O Globo

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