Na manhã deste sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com câncer de laringe. A doença é pouco frequente e representa apenas 2% de todos os tipos de tumores malignos no Brasil. O ex-presidente está incluso justamente no principal grupo de risco deste tipo de câncer, já que consome bebidas alcoólicas, é fumante e faz uso frequente da voz.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver o câncer de laringe. Quando o fumo é associado ao consumo de bebidas alcoólicas, as chances são 43 vezes maiores. Uso constante da voz e alimentação irregular também são fatores de risco.

A Cancer Support Community, instituição americana que apoia pessoas com câncer e seus familiares, aponta os principais sintomas do câncer de laringe: dor de garganta que não cessa, dificuldade ou dor para ingerir alimentos, mudanças na voz e dores de ouvido.

“Geralmente, esse tipo de câncer é descoberto de maneira oportuna, sem desconfiança prévia. Surge de uma reclamação de rouquidão crônica ou dores nas articulações próximas da laringe. Como o diagnóstico divulgado pelo Sírio e Libanês indica o uso de quimioterapia, fica claro que se trata de um tumor maligno, o que caracteriza o câncer”, explicou à Globo News o médico Luiz Fernando Correia.

Como integra mais de uma parte do corpo, o câncer de garganta requer acompanhamento constante de médicos de várias especialidades. Os mais indicados são otorrinolaringologista e oncologistas. A estimativa é a de que o câncer de Lula, que não está espalhado por outras áreas do corpo, seja curado com quimioterapia.

(JB Online)