Proprietário do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério Amaral chegou para depor na sede da 5ª DP (Centro), no início da tarde desta segunda-feira (17). Aos prantos, o empresário deve dar explicações à polícia sobre porque mantinha seis cilindros de gás no estabalecimento sem autorização do Corpo de Bombeiros. Carlos estava nervoso e chegou a chorar na porta da delegacia.

Logo depois da tragédia, que ocorreu na última quinta-feira e deixou três pessoas mortas, além de outras 17 feridas, Carlos Rogério alegou que não sabia da proibição. Seu advogado apresentou uma licença provisória da Prefeitura do Rio. O documento já havia sido renovado cinco vezes nos últimos três anos.

Dono de restaurante presta depoimento nesta segunda-feira (17)
Dono de restaurante presta depoimento nesta segunda-feira (17)

 

De acordo com o responsável pelas investigações, delegado Antônio Bonfim, o dono do restaurante mentiu ao afirmar que os cilindros de gás estavam em local arejado. De acordo com informações do coronel Sérgio Simões, comandante do Corpo de Bombeiros, o estabelecimento não tinha autorização para manusear botijões de gás. 

Para aumentar a fiscalização e evitar novas tragédias provenientes da manipulação ilegal ou irregular de gás, o coronel Sérgio Simões vai pedir à prefeitura a lista de todos os estabelecimentos comerciais que funcionam com alvarás provisórios na cidade.

Cerca de 400 toneladas de entulho provenientes dos escombros já foram retiradas do Edifício Riqueza, que fica na Praça Tiradentes, número 9. O risco do prédio desabar ainda não foi descartado.

(JB Online)