Jovens pintaram rosto em refeência ao movimento 'caras-pintadas'. (Foto: André Teixeira/G1)

A Marcha contra a Corrupção de Fortaleza, evento promovido por meio de redes sociais e realizado na tarde desta quarta-feira (12), reuniu cerca de 500 pessoas, segundo os organizadores. Em um trio elétrico, pessoas cobraram a aplicação da Lei da Ficha Limpa, melhorias na saúde, educação e segurança. Em seguida, marcharam da Praça da Imprensa até o Parque Urbano do Cocó, em um trajeto de cerca de meio quilômetro, ao som de músicas como “Brasil”, “Para não dizer que eu não falei de flores” e o Hino Nacional Brasileiro.

“A gente está querendo que a sociedade do Ceará discuta a questão da corrupção. A corrupção é o câncer desse país, são recursos desviados para o que seria usado na educação, saúde e segurança. Hoje a gente sai de casa com medo de ser assassinado na esquina”, diz Teixeira Neto, um dos organizadores do evento.

“Rede social é o instrumento”
A Marcha Contra a Corrupção de Fortaleza foi organizada por meio de redes sociais, como Facebook e Twitter, e contou principalmente com jovens entre os participantes. “O povo está indo nas ruas nos países árabes e estão derrubando governo que estavam há 20, 30 anos no poder. E os instrumentos são as redes sociais”, avalia Teixeira.

O estudante de história Raimundo Tavares, 22 anos, ficou sabendo do evento por meio de redes sociais e convidou os amigos para participar. “É bom saber que as pessoas, os estudantes principalmente, estão revoltados com a corrupção e a impunidade. Foram desviados mihões no ‘escândalo dos banheiros’ e ninguém foi punido”, protesta o aluno.

O escândalo dos banheiros é o suposto esquema de corrupção que desvia dinheiro que seria usado para construção de banheiros populares. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado do Ceará, R$ 16 milhões foram desviados com o esquema.

Os estudantes que participaram da Marcha contra a Corrupção em Fortaleza estavam com os rostos pintados, em referência ao movimento “Caras-pintadas”, em que jovens pediram o impeachment do então presidente do Brasil Fernando Collor.

(G1)

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