SÃO PAULO – Os bancários completam nesta segunda-feira (10) 14 dias de greve. Trabalhadores nos 26 Estados e no Distrito Federal cruzaram os braços paralisando o serviço em mais de 8.900 agências, o que representa 44,5% do total do país.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), não há previsão para negociações. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não tem números sobre os funcionários parados, segundo a assessoria de imprensa da entidade.

A greve começou após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa 0,56% de aumento real.

Entre as principais reivindicações dos bancários estão reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período) e maior participação nos lucros e resultados.

Enquanto os bancários aguardam uma nova proposta da Fenaban, os representantes patronais dizem que não devem fazer nova proposta, uma vez que já tiveram duas rejeitadas. Para a Fenaban, cabe aos representantes dos trabalhadores uma contraproposta.

Desde que começou, a greve nacional dos bancários tem aumentado o número de adesões.

(Carlos Giffoni | Valor)

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