Fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) já tem a segunda maior bancada da Assembleia Legislativa do Ceará. A maioria dos parlamentares que se filiaram ao novo partido veio do PSDB: Moésio Loiola, Osmar Baquit, Rogério Aguiar e Professor Teodoro. Leonardo Pinheiro, do PR, também se filiou ao PSD.

Com cinco deputados, o PSD já nasce com a segunda maior bancada da assembleia, ficando atrás apenas do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do governador Cid Gomes, que tem 11 representantes na Casa.

No Ceará, o PSD apoia o governo Cid Gomes. Os deputados que fizeram a troca já eram a favor do governo, mas estavam em partidos de oposição. “Eu não me sentia confortável nessa posição. Dentro das linhas do PSD, sinto que terei a condição de fazer um trabalho melhor contribuindo para que esse governo seja realmente um sucesso”, diz o deputado estadual Leonardo Pinheiro.

A lei de fidelidade partidária restringiu a troca de partido e uma das únicas possibilidades é a fundação de um novo partido. Professor Teodoro, um dos pioneiros do PSDB no Ceará, não viu outra possibilidade para continuar a apoiar o Governo. “Era a única mudança possível, a criação de um novo partido para a gente ter sobrevida política, dado as condições eleitorais “, diz Teodoro.

Segundo o presidente da nova sigla no Ceará, Almicir Pinto, o PSD nacional é independente e não faz parte da base do governo Dilma. Para ele, o apoio ao governo Cid não tira a independência do partido no estado. “No momento em que o partido nacionalmente fechar questão com alguma coisa, mesmo que essa questão for contra o posicionamento do governador, o partido vai ter autonomia para seguir a recomendação do diretório nacional”, diz Almicir, que é secretário-adjunto do Gabinete do Governo do Estado.

Migração
Com a perda dos deputados, a bancada do PSDB passou de sete para três deputados. Quem se manteve no PSDB, criticou a postura dos que saíram. “A vida parlamentar daqueles que migram no Brasil pode ser explicada com uma única frase: voar em busca de ombro forte e mão amiga do governo pra benesses próprias, mas não há nisso pensar partidário, não há nisso respeito ao partido que os elegeu e não há amor à sigla partidária alguma”, afirma o deputado estadual Fernando Hugo (PSDB).

(G1 CEARÁ)

Anúncios