Um investimento substancial do governo impulsou as universidades brasileiras ao topo do primeiro QS University Rankings: América Latina, publicado hoje. A Universidade de São Paulo (USP) está no topo da lista, enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Federal de Minas Gerais aparecem entre as dez primeiras. O Brasil tem 65 universidades entre as 200 do ranking (8 instituições do País estão entre as top 20).

“Como nos demais países dos Brics, o ensino superior funciona como um motor que ajuda o Brasil a cumprir seu enorme potencial de crecimento econômico. As matrículas triplicaram durante a última década,” atesta Danny Byrne, editor do site que fez o levantamento. “O ranking QS demonstra como o Brasil tem priorizado a investigação. Surpreendentemente, 8 em cada 10 dos melhores trabalhos acadêmicos publicados são brasileiros, que além disso apresenta uma proporção de 90% de acadêmicos com doutorado”. 

Os resultados refletem os novos dados publicados em setembro de 2011 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 países, a maioria deles desenvolvidos, segundo os quais a proporção do PIB investido em educação cresceu mais no Brasil do que em qualquer outro país da entidade no período de 2000 a 2008. Como os mercados de trabalho de pós-graduados em nações do G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo, ameaçam a estagnar, o relatório também mostra que a diferença de salários entre graduados e não-graduados brasileiros é maior do que em outras nações da OCDE.

“A economia brasileira já é a sétima maior do mundo e o banco Goldman Sachs previu que superará Canadá, Italia, França,  Reino Unido e Alemanha dentro de 20 anos”, diz Ben Sowter, chefe de pesquisas da QS. “O incremento da educação
superior de alto  nível será fundamental para esse desenvolvimento e os novos rankings QS demonstram que o país já começa a colher seus frutos.”

Os rankings são compilados pela QS World University Rankings, empresa especializada em estudos sobre enisno superior. A metodologia é baseada em indicadores como volume de produção científica e titulação dos professores. Depois do Brasil, os países com maior número de instituições citadas são México (35), Argentina e Chile (ambos com 25).
Veja abaixo as top 10 do ranking;

Universidade de São Paulo (USP)
Pontificia Universidad Católica do Chile
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidad de Chile
Universidad Nacional Autónoma (México)
Universidad de Los Andes (Colômbia)
Instituto Tecnológico de Monterrey (México)
Universidad de Buenos Aires (Argentina)
Universidad Nacional de Colombia
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

(Estadão Online)

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