Chris Martin segundos antes do show /Foto: Acyr Méra Júnior

Se você não esteve entre os espremidos na plateia do Rock in Rio para assistir ao show do Coldplay, vai aqui uma dica para quem tem esperança de esbarrar, como quem não quer nada, no queridinho Chris Martin, vocalista da banda. Minutos antes de entrar no palco, o marido de Gwyneth Paltrow, entre uma dose e outra de vodka, bateu um papo exclusivo com a coluna e contou que pretende voltar ao Brasil para assistir aos desfiles no Carnaval do Rio.

Se ainda não tem contato com os organizadores dos camarotes da Sapucaí, vai se mexendo. Caso contrário, vai ter que dar a sorte de esbarrar com o moço em alguma rua da zona sul carioca. O cantor bonitão desfilou os olhos azuis por Ipanema horas antes de se apresentar na Cidade do Rock. Tomou açaí — quer até importar a fruta para Londres —, adorou ver o por do sol por trás do Morro Dois Irmãos e voltou para o hotel livre, leve e solto dos paparazzi.

Mas quem não ficou nada espremida — mas nada mesmo — durante o show foi a carioca Mariana Feijó, de 20 anos, moradora de Niterói. Ela, que foi a grande vencedora de uma promoção da Heineken e concorreu com outros 500 mil fãs para conhecer o grupo britânico, passou a madrugada de domingo junto com os integrantes da banda. E com direito a conhecer o ídolo Chris Martin no camarim, tirar fotos, ganhar autógrafos e também ter seu maior sonho atendido pelo vocalista: que ele escrevesse num papel especial o título de uma das canções mais conhecidas, “Viva La Vida”. O motivo? “Vou transformar esse original feito com a letra dele em uma tatuagem na barriga”, conta ela, animadíssima, repetindo o tempo todo que estava em alfa.

Confira uma galeria de fotos com os bastidores do show do Coldplay no Rock in Rio

E mais, quando já ia se despedindo, Chris deu meia volta e pediu que um assessor convidasse a fã e o namorado, Thiago Reis, para assistir ao show num cantinho em cima do palco. Nesse momento, a menina parecia não acreditar e começou a chorar de emoção. Essa astuta coluna foi junto e acompanhou tudo in loco.

No backstage, ela logo fez amizade com Ben Johnson, o técnico de som do grupo. No meio do show, enquanto gritava compulsivamente por Chris e cantava to-das as músicas, Ben explicava como funcionava alguns equipamentos e lhe deu de presente uma palheta usada pelo guitarrista Jonny Buckland, além de uma cópia do set list do show. “São relíquias que vou guardar para o resto da minha vida”, disse ela. Antes de voltar ao palco para o bis, Martin pegou o presente que Mariana havia lhe entregado — uma bandeira do Brasil — e encerrou a apresentação abraçado ao mimo. “Não acreditooooo!”, exclamava a sortuda.

 

Aproveitamos pra bater uma papo com Chris. Antes, um único pedido da produção: nada de falar da vida pessoal. Leia-se Gwyneth Paltrow.

O que achou de participar do Rock in Rio?
Adorei tudo. O evento é muito bem organizado e a estrutura não deixa nada a dever aos grandes festivais de música ao redor do mundo. Me surpreendi com o tamanho disso tudo.

Conseguiu aproveitar a cidade?
Até que sim, mas quero voltar com calma para conhecer o Carnaval. Dei uma volta por Ipanema acompanhado pelo Will (Champion, o baterista), vimos um por do sol espetacular e tomamos um suco delicioso, cor vinho, que eu não lembro o nome, numa lanchonete.

Não seria açaí?
Exato, esse mesmo. Nunca tinha experimentado, não é muito bonito de se ver, mas é delicioso. Até pedi pra trazerem uns copos pra nós. Toda a banda gostou e combinamos de pedir sempre que possível nos nossos camarins. Sabe se consigo encontrá-lo em Londres?

(Bruno Astuto – Época Online)

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