SÃO PAULO – Aproximadamente 34 mil trabalhadores de São Paulo aderiram à greve nacional dos bancários, neste terceiro dia de paralisação, segundo relatório do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Balanço final de ontem aponta que 844 locais de trabalhos, entre prédios administrativos de bancos públicos e privados, ficaram paralisados, sendo 21 concentrações. Estima-se que 33.300 trabalhadores participaram da paralisação.

Passeata

A greve dos bancários chega nesta sexta-feira, 30, ao quarto dia de mobilizações. Além da paralisação das atividades, os bancários promovem uma passeata em conjunto com os trabalhadores dos Correios, a partir das 15 horas de hoje, pelas ruas do centro velho de São Paulo.

A concentração será na Rua Líbero Badaró, altura da Avenida São João e contará com a participação da bateria da escola de samba Tom Maior e estátuas vivas da campanha Bancário Não é Máquina. A próxima assembleia da categoria será na segunda-feira, 3.

Agências

Aproximadamente 7.700 agências bancárias tiveram suas operações paralisadas no terceiro dia de greve dos bancários, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A greve nacional dos bancários paralisou nesta quinta-feira, 29, 7.672 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O número representa um aumento de 1.424 unidades fechadas a mais do que o contabilizado na quarta-feira. Em relação à terça-feira, primeiro dia do movimento, são 3.481 unidades a mais.

O balanço foi feito a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30 de ontem. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira, 3.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Fonte: O Estado de S.Paulo