O Conselho de Segurança da ONU deu nesta quarta-feira (28) um novo passo para a análise da solicitação do ingresso da Palestina ao organismo, ao decidir que na sexta-feira será realizada uma nova reunião do comitê de novas adesões. O Conselho de Segurança em uma breve reunião decidiu transferir a discussão da candidatura de adesão palestina ao Comitê de Adesões do Conselho, marcado para sexta-feira (30).

Durante a reunião, que durou menos de dois minutos, o presidente em exercício do conselho, o embaixador libanês na ONU, Nawaf Salam, leu uma breve declaração sobre a transferência para o Comitê de Adesões do conselho. Nenhum dos 15 países membros do conselho apresentou objeção.

A reunião do Comitê de Adesão será realizada com os embaixadores dos 15 países-membros do Conselho de Segurança.

“O processo está avançando passo a passo”, disse o representante palestino diante da ONU, Riyad Mansour.

O embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, por sua vez, disse nesta quarta-feira que a Palestina “não se tornará o 194º Estado na ONU” e chamou os palestinos a retomar “sem perda de tempo” as negociações diretas. “Devemos retomar, sem atalhos, as negociações diretas. Não há atalhos”, disse.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) analisa o pedido da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para a criação do Estado da Palestina. A aprovação depende de nove dos 15 votos do conselho, sendo que entre os países que têm assentos permanentes não pode haver rejeição.

Porém, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, informou que votará contra o pedido do presidente da ANP, Mahmoud Abbas. A expectativa é que as discussões no conselho levem cerca de quatro semanas até sua conclusão.

Na última semana, a presidente Dilma Rousseff defendeu o direito de os palestinos terem um Estado autônomo e independente. No ano passado, o Brasil reconheceu o direito de criação da Palestina. Dos 15 membros do Conselho de Segurança, seis se manifestaram a favor dos palestinos. Dos 193 países que integram as Nações Unidas, os palestinos dizem contar com o apoio de 127.

A previsão, de acordo com diplomatas que acompanham as negociações, é que a ONU estabeleça para os palestinos o status de Estado observador, como o Vaticano. O quarteto para as negociações do Oriente Médio, formado por representantes dos Estados Unidos, da União Europeia, das Nações Unidas e da Rússia, propôs uma retomada das negociações, estipulando um prazo para um acordo final até 2012.

Para os Estados Unidos e o Reino Unido, é necessário ampliar as negociações de paz entre israelenses e palestinos antes de decidir pela criação de um Estado independente e autônomo. O governo de Israel também informou que não aceita negociar o pedido da ANP que propõe a divisão da cidade de Jerusalém, considerada pelos israelenses indivisível.

(Uol)

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