RIO e SÃO PAULO – Cerca de 300 agências bancárias estão fechadas nesta terça-feira no Rio de Janeiro. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Rio, a greve, que começou hoje e não tem data para acabar, já conta com a participação de 12 mil bancários, cerca de 37% dos 32 mil profissionais que atuam no município do Rio. A expectativa inicial do sindicato era de que 400 agências não funcionassem. No total dos 25 Estados e do DF, os bancários fecharam 4.191 agências. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não se pronunciou sobre o primeiro dia do movimento.

A maior parte das agências, diz Almir Aguiar, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, está concentrada no Centro da cidade. Há a participação de bancos públicos e privados. A categoria pede um reajuste total de 12,8%. Além da inflação, pede um reajuste real de 5%.

– Os bancos só ofereceram, além da inflação, um reajuste real de 0,56%. Eles estão intransigentes. No ano passado, a greve durou 15 dias. O lucro dos bancos aumentou 19,4% no último ano. Amanhã, a adesão vai aumentar e chegar em novos bairros – diz Almir.

Segundo Magnus Apostólico, diretor de Relação do Trabalho da Febraban, as negociações entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Sindicato dos Bancários ainda estão em aberto. Mas Magnus, contudo, disse ser “impensável” conceder um reajuste de 12,8%, como pleiteia a categoria, já que o setor reúne 157 empresas e 500 mil trabalhadores.

– Eles votaram a greve com as negociações em andamento. Entre a primeira reunião e a segunda, elevamos nosso reajuste de 7,8% para 8%. A solução está na mesa de negociação e não nas ruas – diz Apostólico

A greve, por tempo indeterminado, foi decidida na última quinta-feira e a paralisação começou hoje. Ontem, os trabalhadores voltaram a realizar assembleias nos estados para montar um esquema especial de greve. Cordeiro disse que “a proposta dos bancos não inclui valorização do piso salarial, não amplia a participação nos lucros e muito menos traz avanços em relação às reivindicações de emprego e melhoria das condições de trabalho. Os bancários reivindicam fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e mais segurança.

(O Globo)
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