Com o aquecimento do mercado de data center, o momento é oportuno para as empresas que querem expandir suas capacidades de dados e procuram ofertas. O atual boom na construção de data centers [Dell, HP e Fujitsu anunciaram recentemente novas instalações na Austrália, junto com Macquarie Telecom, Polaris, NextDC e Blue Coat e a abertura de um novo prédio em Sydney pela Equinix] é prova da demanda por serviços terceirizados, tanto colocation como gerenciamento.

Na verdade, quase 2 bilhões de dólares de investimento em novos espaços foram anunciados desde janeiro deste ano, segundo o analista sênior da consultoria IDC Trevor Clarke. Grande parte dessa movimentação é impulsionada por preocupações sobre custos de energia e imposto de carbono.

Enquanto algumas empresas se voltam para serviços gerenciados, o colocation é ainda uma escolha popular. As vantagens dessa abordagem incluem eficiência de custos, segurança e conectividade de rede e integração.

“Há um viés histórico para as companhias que preferem essa modalidade”, diz  Jim Kellett, gerente de produtos da Internode, provedora de internet. “Você tem o controle completo sobre seu ambiente e pode ser bastante rentável”, aponta. “Você só tem de adicionar um servidor montado em rack e precisa de um plano de uso”, explica.

O diretor da companhia de data center Equinix na Austrália, Darren Mann, diz que as organizações podem aproveitar o tempo e os benefícios de custo da utilização de infraestrutura de um data center compartilhado, mantendo a máxima flexibilidade e o controle sobre o ambiente de TI.

“Outsourcing para um provedor de colocation também tem a vantagem de deixar os serviços baseados nos recursos para aqueles cuja atividade principal é a criação e execução de data center, permitindo a concentração nos negócios”, diz Mann.

Segundo Kellett, as principais características que devem ser levadas em consideração ao contratar um fornecedor de colocation, além do valor do investimento, são segurança física, proximidade, gerenciamento de energia e conectividade de rede.

Na visão de Mann, um dos maiores desafios é manter o ambiente adequadamente refrigerado. “O link para o gerenciamento de energia é importante porque, embora todos os data centers tenham um UPS (uninterruptible power source), esses sistemas não administram ar-condicionado. Você precisa de um lugar que tenha um sistema de no-break e um gerador a diesel para fazer isso. O ar-condicionado precisa de redundância incorporada porque é bastante notável o quão quente um centro de dados pode entrar em um período curto de tempo.”

A maioria das empresas quer vincular o servidor de colocation em sua própria rede. Kellet diz que se você está nesse caminho e é uma parte significativa do negócio, é preciso olhar para a redundância física.

A proximidade conta muito nesse sentido. Enquanto a maioria dos serviços de colocation provê prestação de serviços remotos como parte de um acordo básico, estar próximo do servidor será essencial para a maioria das pequenas e médias empresas.

“Se você quer fazer ajustes, estar a um raio de distância que permita deslocamento rápido é o adequado”, afirma Kellett.

Para Mann, um histórico comprovado de confiabilidade é importante na escolha de um provedor de colocation. É fundamental também identificar como é o potencial que a terceirização oferece.

“Há mais um ponto importante: a mudança de mentalidade de como o data center tem sido tradicionalmente visto”, diz Mann. “Ou seja, começar a considerar como o data center escolhido pode ser um centro de receita, em vez de um centro de custos”, completa.

Em custo, os especialistas aconselham uma boa pesquisa. A maioria dos provedores oferece estruturas de custos semelhantes, como pacotes de bloco, que são cobrados em blocos de largura de banda, muitas vezes resultando em menores custos de largura de banda total.

Junto com serviços gerenciados, colocation vai continuar a crescer, aposta Mann. “Mais e mais clientes estão percebendo os benefícios do colocation. Prova é que a demanda ainda supera a oferta.”

(Computerworld)