Os bancários do Ceará aprovaram a deflagração da greve a partir do dia 27/9, em assembléia realizada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará nesta quinta-feira, dia 22/9, para rejeitar a proposta apresentada pelos bancos na quarta rodada de negociação e deflagrar greve. Por unanimidade, a proposta foi rejeitada e deflagrada greve nacional por tempo indeterminado, conforme orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que considerou insuficiente a proposta da Fenaban.

“Estamos preparados para fazer outra grande paralisação, a exemplo da greve histórica do ano passado, a maior dos últimos 20 anos. Essa proposta dos bancos não atende às nossas reivindicações, por isso nós bancários decidimos pela greve”, afirmou o presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra. E completou: “os responsáveis pela frustração nas negociações, os únicos culpados, são os banqueiros e o governo. Os bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre deste ano e têm condições de garantir o aumento real reivindicado pelos bancários”.

Os bancários querem reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR maior, piso do Dieese, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações.

A Fenaban propõe reajuste de apenas 7,8% sobre os salários, PLR e demais verbas (vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/baba, dentre outras). Esse índice representa somente 0,37% de aumento real.

Na próxima segunda-feira, dia 26/9, nova assembleia vai ser realizada pelo Sindicato para organizar o movimento, às 19 horas, na sede do Sindicato (Rua 24 de maio, 1289 – Centro).

(SEEB/CE)