Em 11 de setembro de 2001 o mundo conheceu Osama bin Laden. Nascido na Arábia Saudita, em 1957, ele foi o responsável por arquitetar os planos terroristas que culminaram na destruição das torres gêmeas do World Trade Center. Aproximadamente 3 mil pessoas morreram no atentado, o maior sofrido pelos Estados Unidos em sua história.

Os ataques provocaram a fúria do então presidente George W. Bush. Ele ordenou uma guerra total contra o terrorismo e invadiu o Afeganistão em busca de Bin Laden. Por quase 10 anos, o paradeiro do líder da rede terrorista Al Qaeda foi um grande mistério. Ele só foi encontrado e morto no dia 2 de maio deste ano, em ação ordenada pelo atual presidente Barack Obama.

Definir Bin Laden é complicado. Louco, radical, fanático religioso, ou simplesmente alguém sem amor à vida? Ninguém ao certo sabe afirmar o que se passava na cabeça do terrorista. “Existem algumas pessoas que escreveram a biografia dele de forma indireta. Mas não há uma biografia qualificada”, conta Tullo Vigevani, professor do departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

“O que sabemos é que o Bin Laden tinha como origem uma família rica na Arábia Saudita”, explica o professor. “Acredito que a cabeça dele tinha como filosofia uma organização de um movimento para o restabelecimento de um esplendor muçulmano.”

O manipulador de vidas

Bin Laden fez da religião um combustível para alimentar seus soldados. Apesar de o alcorão não pregar qualquer tipo de ação terrorista, o líder da Al Qaeda convenceu seus seguidores a “se matar por uma causa nobre”, como diz Ivan Aparecido Manoel, professor do departamento de Ciências Humanas e Sociais da Unesp. “Ele soube utilizar esse fator muito bem, principalmente quando aparecia em vídeos segurando armas, em lugares desconhecidos. Ele era um motivador para seus soldados.”

Ivan Manoel explica ainda que Bin Laden utilizava uma espécie de “preconceito” do mundo ocidental com os árabes. “Isso é um fator histórico, que já tem um longo tempo. Quando os árabes começaram a migrar para a Europa e a América, seu estilo causou ‘certa estranheza’. Criou-se, então, um equívoco que ligava árabes e islã ao terrorismo.”

A captura

Bin Laden foi encontrado no Paquistão. A morte do terrorista foi anunciada por Obama e provocou comemorações por todos os cantos dos Estados Unidos. A localização do terrorista foi descoberta na cidade de Abbotabad e uma operação de ataque com helicópteros e soldados foi autorizada. A residência foi invadida e o terrorista acabou morto após tiroteio.

Os norte-americanos, no entanto, nunca mostraram seu corpo. As autoridades afirmaram que decidiram jogar o terrorista ao mar para evitar que o túmulo se transformasse numa espécie de “centro de adoração”. “Mesmo depois de morto, o Bin Laden ainda gera polêmica”, afirma Ivan Manoel. “Existe até uma teoria da conspiração que movimenta algumas pessoas, que acreditam que ele ainda está vivo.”

Vivo ou morto, Bin Laden será uma figura que estará presente nas páginas da história da humanidade para sempre. O mundo jamais se esquecerá da imagem do homem com um turbante na cabeça e uma barba comprida.

(Portal Band)

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