O fim de semana terminou mais colorido em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. Lantejoulas, saltos altos e muita animação tomaram conta da cidade durante a VI Parada pela Diversidade Sexual. Centenas de pessoas que apoiam o amor sem gênero se reuniram para desfilar os figurinos e dançar.

Para “mostrar que todo mundo é igual”, o cabeleireiro Ângelo Rainer, 30, levou o filho Levy Lucas, 3, à parada. Homossexual, o pai aproveitou a ocasião para mostrar ao filho a diversidade. “Ele precisa saber que há a diferença”, defende Ângelo, puxado pelo filho ansioso para passear entre os personagens da festa. E o estilo dos participantes chamava a atenção. Eram caubóis descamisados, rainhas em vestidos glamourosos, paquitas rebolando ao som de clássicos da Xuxa…

A costureira Fátima Freitas, 35, divertiu-se com as músicas infantis. Com o marido Oscar, 47, e as filhas Rosa Tamires, 13, Jennifer, 11, e Victória, de um ano, Fátima aproveitou a festa a céu aberto para lembrar que “ninguém deve ter preconceito”. “Todos devem se respeitar”, defende.

De cima de um dos trios elétricos, a madrinha da festa, Elke Maravilha, defendeu que desrespeitar a orientação sexual do outro é “burrice”. “Homossexualismo é algo da mãe natureza. Se não existissem os gays, teríamos uma superpopulação”, comentou.

A luta contra a homofobia foi mote do evento deste ano. “Fazemos um convite à cultura de paz”, ressalta Samilla Marques, vice-presidente do Grupo de Amor e Prevenção pela Vida (GAP-Vida), organizador da parada. A Musa Gay, Samylla Matarazzo, 26, defende que o respeito ao homossexualismo deve começar dentro de casa.
ENTENDA A NOTÍCIA
Os homossexuais comemoraram a lei sancionada em Maracanaú que pune estabelecimentos que cometem homofobia. Eles seguem lutando e pedindo mais respeito e a criminalização do preconceito motivado pela sexualidade.

(Mariana Lazari – O Povo Online)