Um dos lutadores brasileiros participantes do card principal do UFC Rio, marcado para este sábado na Arena HSBC, na Barra da Tijuca, Maurício Shogun não tem dúvida: o preconceito contra o MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês) está perto de acabar.

“O evento deste sábado vai mudar a maneira como o país vê o nosso esporte, porque só tem alguma restrição quem nunca assistiu a uma luta do UFC”, argumentou. “Depois do UFC Rio tudo vai ser diferente aqui no Brasil. O povo brasileiro vai poder ver que o esporte é sério e que o evento é um verdadeiro espetáculo.”

Shogun vai enfrenta neste sábado o americano Forrest Griffin e se diz pronto para o combate. Confiança não lhe falta. “Fiquei três meses em Los Angeles, EUA, e estou muito feliz de estar lutando no Brasil. É um sonho realizado.”

O competidor sabe que, se vencer, vai dar um passo importante para a disputa do cinturão dos meio pesados. “Depois da luta, vejo o que eu faço, não penso em cinturão ainda.” No momento, o que mais lhe interessa é o duelo com o norte-americano.

MINOTAURO
Um dos maiores pesos pesados de todos os tempos, o baiano Minotauro, de 35 anos, pode se despedir do UFC se for mal no duelo contra o americano Brendan Schaub, no sábado, na Arena HSBC.

O presidente da franquia, Dana White, deu entender que a luta vai ser decisiva para o brasileiro. Depois do combate, o dirigente vai definir se Minotauro vai continuar disputando a competição.

 “Isso depende de como vai rolar a luta. Depois eu também preciso conversar com ele. Temos que ver como vai rolar para ver o que vai acontecer”, disse Dana White.

Embora esteja em baixa no UFC e há um ano não sobe no octógono, como o ringue é chamado, por causa de uma série de contusões, Minotauro não jogou a toalha e disse que “ainda tem muita lenha para queimar”.

“A aposentadoria é uma decisão que cabe a mim. Sei o tempo de parar. Tenho crédito no MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês)”, argumentou, demonstrando irritação com o assunto.

Apesar da necessidade de ir bem contra Brendan Schaub, Minotauro fez questão de minimizar essa pressão. Afirmou estar pronto para o combate e ressaltou estar feliz por lutar no País pela primeira vez na carreira.

“Vou competir na frente da minha filha, do meu pai e todo o pessoal vai me ver. Vou encarar essa pressão  como um apoio a mais”.

 (Jornal do Povo – Três Lagoas)