WASHINGTON – O segundo homem no comando da al-Qaeda, Atiya Abd al-Rahman, foi morto segunda-feira passada no Paquistão, informou neste sábado um alto funcionário do governo americano. O líbio que assumiu o posto de líder operacional do grupo terrorista assumiu o segundo posto na al-Qaeda depois que os Estados Unidos mataram Osama bin Laden, em maio passado, durante ataque ao complexo onde ele vivia no Paquistão.

O secretário de Defesa, Leon Panetta, afirmou mês passado que os Estados Unidos conseguiriam derrotar a al-Qaeda se organizassem uma série de ataques bem-sucedidos contra a enfraquecida liderança do grupo.

– Depois de Bin Laden, este é o momento para jogar pressão máxima sobre eles, porque acho que, se continuarmos com esse esforço, podemos impedir que a al-Qaeda continue sendo uma ameaça importante – disse Panetta.

O sucessor de Bin Laden é Ayman al-Zawahiri, considerado um líder polêmico, pois não tem o mesmo carisma do fundador nem a capacidade de unir as diferentes facções da rede terrorista.

A morte de al-Rahman foi divulgada por um funcionário, sob a condição de guardar anonimato. Para o governo americano, agora será mais difícil para al-Zawahiri supervisionar a organização.

– Ele contava com a experiência de al-Rahman e com seus contatos para dirigir a al-Qaeda – acrescentou o funcionário.

Al-Rahman foi morto na anárquica região tribal paquistanesa de Waziristão, segundo outro alto funcionário que também insistiu em guardar anonimato, alegando questões de inteligência.

Ninguém explicou como o terrorista morreu, mas o fato ocorreu no mesmo dia em que foi registrado o ataque de um avião não tripulado da CIA no Waziristão. Tais ataques são a arma preferida de Washington para eliminar terroristas nessa zona montanhosa e de difícil acesso que margeia a fronteira com o Afeganistão.

Al-Rahman tinha cerca de 35 anos, era um colaborador próximo de Bin Laden e chegou a ser enviado pelo antigo chefe ao Irã, onde tinha livre circulação. Atuava há algum tempo baseado no Waziristão.

Ele se uniu a Bin Laden quando era adolescente no Afeganistão, para combater as forças invasoras da União Soviética. Depois da morte de Bin Laden, foram descobertas provas do papel desempenhado por al-Rahman como chefe de operações, disseram as autoridades americanas.

Em outras ocasiões, houve rumores sobre a morte de al-Rahman. Ano passado foi divulgado que ele tinha sido morto num ataque lançado por uma avião não tripulado, mas nem os EUA nem a al-Qaeda confirmaram sua morte.

(O Globo Online)