A FGV Projetos, responsável pela aplicação do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), divulgou o local de realização para a segunda fase do Exame de Ordem 2011. Cada candidato deve acessar a OAB do seu estado para saber onde fará a prova.

E é justamente nesta fase que muitos candidatos se reprovam. Nervosismo é a principal causa. Por isso, é importante que o candidato descanse no dia que antecede a prova. “Precisa ter calma. Não adianta estudar na véspera”, recomenda José Ricardo de Bastos Martins, do Peixoto e Cury Advogados. “Se o candidato realmente estudou, a idéia é que descanse no dia anterior”, concorda Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, do Freitas Guimarães Advogados Associados.

Só para se ter uma ideia de como o teste é rigoroso, no último exame, realizado em dezembro de 2010, 88,27% dos 106.891 dos inscritos foram reprovados. Apenas 12.534 candidatos foram aprovados, segundo a OAB. O índice de reprovação da edição anterior também foi de quase 90%.

“É importante saber que o mais difícil já passou, pois com a aprovação na primeira fase o candidato é um generalista e conhecedor do direito pátrio. A segunda fase é sobre a área especifica e escolhida pelo candidato e, em tese, é o tema que o bacharel tem afinidade ou familiaridade”, alerta Alan Balaban, do Braga e Balaban Advogados, que já foi professor de cursinho preparatório para a OAB.

A prova acontecerá no dia 21 de agosto, das 14h às 19h e os candidatos deverão redigir uma peça profissional e responder quatro questões.

No dia da prova, é importante que o candidato leia pelo menos três vezes as questões propostas. Isso dá a certeza de que os fatos foram compreendidos. A dica é de Ricardo Pereira de Freitas Guimarães. “Sobre a peça jurídica que deve ser desenvolvida, independente de se tratar de contestação, recurso ou petição inicial, o candidato não pode esquecer que referida peça  deve  sempre possuir o fato, fundamento e o pedido, sob pena de estar incompleta”, disse.

“Tem que ter confiança no que está escrevendo e procurar mostrar coerência e lógica no raciocínio. O examinador precisa se convencer de que o candidato sabe pensar e utilizar as ferramentas do direito”, orienta José Ricardo Bastos Martin.

A advogada Rafaela Domingos Lirôa, do Innocenti Advogados Associados, destaca que muitos candidatos preferem responder as questões e fazer a peça em rascunho para depois passar a limpo. Ela não recomenda essa prática. “O tempo pode ficar curto e atrapalhar o candidato na hora de transcrever para a folha de respostas. Acho mais importante fazer com calma e tranquilidade a ter que escrever com pressa e prejudicar a caligrafia e a correção da prova. Lembre-se do ditado: a pressa é inimiga da perfeição”, cita.

Caso o candidato não passe em um exame, ele deverá manter-se calmo e não desistir. Lembre-se que o a reprovação no exame nada mais é do que uma das muitas ‘improcedências’ que o candidato terá ao longo de sua vida jurídica”, afirma Alan Balaban.

No Exame

– Ler de forma atenta e mais de uma vez é um bom caminho para não cair em pegadinhas ou dúvidas apresentadas. A atenção é fundamental – muitas vezes o candidato tem um bom conhecimento, o que falta é atenção para concretizá-lo;

– Se tiver alguma dúvida, lembrar sempre dos princípios que norteiam o direito — principalmente os constitucionais;

– Ser claro e objetivo também ajudam na exposição da tese e na correção da prova. As perguntas devem ser respondidas de forma pontual. Se não souber alguma questão, passe para a próxima;

– Deve-se dividir o tempo muito bem. No problema prático, deve-se dividir em três partes. A primeira voltada a leitura atenta. A segunda voltada a buscar na lei os fundamentos  jurídicos. E a terceira para a elaboração do texto jurídico, lembrando sempre que qualquer peça tem um começo, meio e fim.

(Ultima Instância)