Com a proximidade de datas especiais e comemorativas, cresce o número de consumidores inadimplentes e endividados que tentam tirar seu nome de listas de proteção ao crédito, como as do Serasa e SPC.

Só em São Paulo, 70% dos consumidores têm dívidas e metade está inadimplente, segundo números da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (leia aqui). Com o pagamento do 13º salário, muitos consumidores têm a chance de quitar o que deve e limpar o nome (leia aqui).

Além de pagar as contas, saiba aqui o que é preciso fazer para deixar o nome limpo:

Cheques sem fundo
Quem foi incluído nos cadastros de proteção ao crédito por emitir cheques sem fundo precisa descobrir, antes de mais nada, qual foi o cheque devolvido. Para isso, é preciso consultar o banco onde tem conta e solicitar informações sobre o número, valor e data do cheque. Em São Paulo, a Associação Comercial também ajuda o consumidor a descobrir a origem da inclusão nos cadastros de proteção ao crédito. Para isso, é preciso procurar a ASCP na Rua Boavista, 62 (Centro), ou na Avenida Gabriela Mistral, 199 (Penha).

De posse dessas informações, deve procurar a pessoa ou empresa para quem o cheque foi entregue, pagar o débito e retirar o documento.

Com o cheque em mãos, é preciso preparar uma carta, segundo orientações do gerente do banco, e entregar os dois documentos na agência bancária, solicitando uma cópia protocolada. Será preciso pagar uma taxa (cerca de R$ 21 por cheque).

O próprio banco deve se encarregar de tirar o nome do cliente dos cadastros do SPC e Serasa. Segundo a técnica em de defesa do consumidor da Fundação Procon de São Paulo, Renata Reis, o banco tem cinco dias úteis para processar a regularização.

Título protestado
Retirar títulos protestados em cartório também pode doer no bolso do consumidor inadimplente. A primeira providência é pedir, no cartório onde o protesto foi registrado, uma certidão com os dados de quem o protestou.

Em seguida, deve-se regularizar o débito e pedir uma carta indicando a regularização da dívida. A carta precisa ter a firma reconhecida e deve ser entregue no cartório de protesto. Após o cancelamento, o cartório vai oficiar a baixa nos registros do SPC e Serasa.

Os custos no cartório variam de acordo com a dívida e podem ultrapassar R$ 700.

Cuidado com as soluções ‘milagrosas’
Bancos e empresas em geral estão abertos à negociação das dívidas. Por isso, na hora de quitar os débitos, o consumidor pode e deve discutir um abatimento. Mas Renata Reis alerta para as soluções que parecem milagrosas.

Segundo a técnica do Procon, empresas e advogados oferecem serviços de retirada do nome de consumidores dos registros de proteção ao crédito por um valor mais baixo do que a dívida. Mas não é possível, no entanto, dar uma garantia. “Quem tem que aceitar a negociação é o credor”, diz ela. “Por isso, não é possível prometer uma solução”.

Para a gerente da unidade de Negócios de Pessoa Física da Associação Comercial de São Paulo, Roseli Garcia, o próprio devedor deve buscar as informações para quitar os débitos, e não recorrer a intermediários. “Não é preciso gastar. Ele próprio pode conhecer quem são os credores e liquidar as dívidas”, afirma.

(G1)