O projeto do Governo do Estado pegou mesmo. Em sua sexta edição, passou por 33 municípios e lotou o gramado do Parque do Cocó todos os sábados do mês. O lugar é privilegiado. Abriga multidões com conforto, dá espaço para quem quer dançar e graças ao terreno em declive, permite uma boa visão do palco, mesmo de longe. Não custa lembrar que todos os shows do “Férias no Ceará” têm entrada gratuita.

A última apresentação em Fortaleza é neste sábado (30/07), com a cantora Zélia Duncan. Desde 2009, ela roda o país com a turnê do CD Pelo sabor do gesto, que inclusive já passou por aqui. Além das canções do álbum homônimo, o público pode esperar ouvir antigos sucessos de sua carreira. Ela completou 30 anos de estrada.

Além de Catedral, que a apresentou para o grande público, Zélia deve cantar músicas como Enquanto durmo e Alma, conhecidas até por quem não é fã. Mas é o povo de Ubajara, na serra da Ibiapaba, que vai assistir ao show de um fazedor de hits. Lulu Santos faz show na cidade, do lado da rodoviária, na noite de sábado. Hoje Lulu se apresenta em Tamboril, no Sertão dos Inhamuns, enquanto Zélia toca em Iguatu, na região Centro-Sul.

No domingo, último dia de shows, Zélia Duncan toca em Ipu, na Ibiapaba, e Lulu Santos toca pertinho de Fortaleza, em Pacatuba, a 25 quilômetros da capital. Uma boa oportunidade de ver como é um show do Férias no Ceará fora da capital. Nessa sexta edição, nomes consagrados da música brasileira participaram do projeto. Logo na estreia, veio Gilberto Gil. Teve ainda Vanessa da Mata, Roberta Sá, Cidade Negra, Jorge Benjor, Seu Jorge e Artur Moreira Lima. Todos se apresentaram pelo interior. Alguns, como Seu Jorge, nem passaram por Fortaleza.
SERVIÇO

FÉRIAS NO CEARÁ COM ZÉLIA DUNCAN, no Parque do Cocó. Neste sábado, a partir das 20 horas, com abertura da banda local Inbeats.

Bate-pronto com Zélia Duncan

Por e-mail, a cantora Zélia Duncan respondeu, sem esticar muito, a algumas perguntas sobre a fase atual da carreira e os shows que vai fazer pelo Projeto Férias no Ceará. (Luciano Almeida Filho)

O POVO – Você está encerrando a turnê Vale Canta Noel ao lado de Arlindo Cruz, Lenine, e Sandra de Sá. Como está sendo a experiência? Vai render algum produto, tipo DVD ao vivo?
Zélia Duncan – Sim, já foi gravado à toque de caixa em São Paulo. Tem sido maravilhoso, tanto a convivência, quanto os shows.

OP – No projeto “Férias do Ceará” você vem mostrar o show Pelo sabor do gesto. O que ele traz de diferente de sua última apresentação aqui?
Zélia – Shows ao ar livre têm um aspecto diferente, perdem em sutilezas e ganham em expansão, massa sonora e festa!

OP – Na versão DVD e CD ao vivo, Pelo sabor do gesto ganhou faixas novas. Como elas foram surgindo, especialmente a música do Roberto Carlos?
Zélia – O show tá vivo, pede renovação e mudança e eu instintivamente obedeço a isso, sempre fazendo o que gosto e botando a música em primeiro lugar.

OP – Você está comemorando 30 anos de carreira, mas entre 1981 e 1994, quando o Brasil finalmente a consagrou com o sucesso de Catedral, houve uma trajetória que pouca gente conhece, inclusive seu primeiro disco quando ainda usava o nome de Zélia Christina. Você pode falar desta batalha para chegar ao sucesso?
Zélia – Não tem fórmula, não tem truque, mãos à obra simplesmente. Muito trabalho e coerência para que a carreira tenha uma vida longa e um frescor de neném!

OP – Este mês está em cartaz o documentário Daquele instante em diante sobre o Itamar Assumpção. Você é uma das artistas que mais referencia a obra dele. O que achou do filme? Você acredita que ele realmente era um artista “póstumo”?
Zélia – Ainda não assisti, mas não preciso assistir pra reafirmar o que digo e vivo dizendo há tantos anos. Itamar era um gênio, um cara tão importante quanto qualquer outro grande autor brasileiro. Espero que um dia eu não precise mais dizer isso!

(O Povo Online)

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