Teve casamento de idosos, irmão gay e irmã lésbica casando junto, além de estrangeiros e militantes neste primeiro dia de lei que autoriza o casamento gay no estado de Nova York. Em Manhattan e na grande Nova York, com mais de 20 milhões de habitantes, eram esperados mais de 800 uniões e quebra de recorde de casamentos na cidade.

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Kimberley e Wendy comemoram a oficialização de seu casamento, em Nova York

A emoção tomou conta dos cartórios por toda a cidade, as histórias eram comuns: pessoas que se amavam e não podiam se casar tinham pela primeira vez o direito reconhecido. Mas no estado, a primeira cerimônia veio de outra cidade. Kitty Lambert, de 54 anos, e Cheryle Rudd, de 53 anos, se casam à meia-noite do domingo, em Niágara Falls, sendo o primeiro casal gay a se unir sob a nova lei. Elas esperaram 12 anos juntas para que o sonho se tornasse realidade. Outros casamentos também chamaram atenção, como o de de Phyllis Siegel, de 76 anos que se uniu a Connie Kopelov, de 84 anos, em Manhattan. Ou então os irmãos gays que se casaram juntos.

Casais vieram de outros estados para se casar no estado de Nova York. A adesão de Nova York ao casamento gay é considerada uma importante mudança na possibilidade do país inteiro aderir à igualdade nos casamentos. O lado contrário já está propondo que a lei seja derrubada, a exemplo do que aconteceu na Califórnia. Nova York é o sexto estado entre os 50 do país a permitir o casamento gay. Outros 10 permitem o contrato de união civil, a exemplo do que acontecia no estado de Nova York antes da lei.

Entre os diversos casais que se uniram no domingo, estavam os irmãos Eric e Elise Baconas que se casaram com seus companheiros, Michael Bonomo e Jenna Glazer. O casamento duplo do mesmo sexo reuniu parentes e amigos. Os dois casais foram sorteados na loteria da prefeitura e aproveitaram para fazer as cerimônias juntos. “É um sonho realizado”, disse a mãe dos irmãos. “Assim eles tem os mesmos direitos que todos os outros”, afirmou a imigrante grega que chegou a terra do tio Sam na adolescência. Apenas na ilha de Manhattan foram realizadas 365 cerimônias neste domingo, a maioria delas de pessoas do mesmo sexo.

(Revista Lado A)