São Paulo — Nesta quinta-feira, o governo e as concessionárias de telefonia anunciaram um acordo para ofertar internet com velocidade de 1 Megabit por segundo (Mbps) por R$ 35 mensais. O acordo, parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), estabelece um prazo de até 90 dias para que o serviço comece a ser ofertado, embora o cronograma exato ainda não tenha sido fechado. Tire, aqui, suas dúvidas sobre o novo plano:

1 – Onde o PNBL vai estar disponível?

O objetivo é levar conexão via banda larga a preços acessíveis para as cinco regiões do país. Segundo o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, atualmente, apenas 27% dos lares têm acesso ao serviço.

 Quando ele começa a operar?

A partir de outubro as operadoras devem começar a vender os primeiros planos de assinatura. O governo ainda não fechou o seu cronograma de expansão, mas a expectativa é que o serviço esteja disponível em todo o país e presente em cerca de 70% dos domicílios até 2014.

 Quais operadoras aderiram ao PNBL?

Por enquanto, apenas Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC.

 O que acontece nas cidades onde as teles não atuam?

Nesse caso, elas irão ofertar a capacidade no atacado a pequenos provedores com valores menores do que os praticados atualmente.

 Quanto vai custar?

O plano normal será de R$ 35 mensais, mas o valor pode cair para R$ 29,90 nos estados que optarem pela isenção do ICMS.

 Qual velocidade de conexão será ofertada?

Inicialmente, as empresas terão de oferecer aos clientes a velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). Ela deve aumentar anualmente e chegar a 5 Mbps até 2014.

 Essa velocidade de 1 Mbps será real ou nominal?

Ainda não está definido, mas é provável que esse seja apenas o valor nominal. O valor real deverá ser menor. Atualmente, as empresas são obrigadas a entregar apenas 10% da velocidade anunciada. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso de 70% para o PNBL, mas as teles resistiram. Agora, cabe à Anatel estabelecer uma regra até o final de outubro.

8 – O acesso será via cabo ou rede celular?

Ambos. O acordo não se restringe a um tipo de acesso. Nos locais onde as empresas não conseguirem oferecer o serviço de banda larga fixa, haverá a possibilidade de oferta via 3G.

 Será necessário assinar uma linha telefônica para ter internet?

Não. As operadoras não podem obrigar os clientes a comprar outros produtos caso eles desejem adquirir somente o plano de internet. No entanto, as empresas estão autorizadas a oferecer pacotes que incluem telefone fixo.

(Portal Exame)

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