Os maiores nomes do judô mundial se enfrentam, no próximo fim de semana, pelo Grand Slam do Rio, no Maracanãzinho. A competição, que este ano terá número recorde de participantes e países inscritos, é uma das principais etapas do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô e conta pontos para o ranking olímpico que definirá os atletas classificados para os Jogos de Londres 2012. Ao todo, 412 judocas de 58 países vão entrar no tatame em busca de uma medalha.

A delegação brasileira, que terá 53 atletas, é composta em sua maioria por jovens talentos, mas também contará com estrelas como os medalhistas olímpicos Flávio Canto, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Ketleyn Quadros. A equipe participou nesta segunda-feira, no Palácio Guanabra, do desfile de lançamento dos novos quimonos para a temporada 2011/2012, que já estreiam no torneio do fim de semana.

Medalha de ouro na edição do ano passado, Hugo Pessanha destacou o papel do evento para a formação de público, visando já as Olimpíadas de 2016.

“Essas competições são importantes para o público se familizarizar com as regras e os atletas do país. Isso é bom não só para o judô, mas também para outros esportes em que somos fortes, como taekwondo, natação e vôlei de praia. O Brasil tem que parar de prestar atenção apenas no futebol”, afirmou Pessanha, principal concorrente de Tiago Camilo para representar o Brasil em Londres, na categoria até 90 quilos.

O judoca Leandro Guilheiro concorda com o colega e acrescenta que o judô tem um grande potencial de público no Rio de Janeiro, uma cidade tradicionalmente ligada a esportes de luta como o Jiu-Jitsu e o MMA (Artes Marciais Mistas, na sigla em inglês).

“O Rio tem uma característica muito esportiva. E o carioca gosta muito de luta. Acho que essa coisa toda do MMA está arrastando os outros esportes de luta. As pessoas descobrem que é divertido assistir luta e começam a ter curiosidade sobre outras modalidades”, argumenta Guilheiro, medalha de bronze em Atenas e Pequim.

No Grad Slam Rio de 2010, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, uma de prata de quatro de bronze. A meta é, daqui até a Olimpíada, aumentar o número de medalhas a cada ano.

“Queremos superar o desempenho do ano passado. É uma meta bastante ousada. O número recordes de inscritos já era esperado, mas o alto nível dos atletas nos surpreendeu”, avaliou Ney Wilson, coordenador técnico internacional da Confederação Brasileira de Judô.

(Veja Online)