O ministro Guido Mantega (Fazenda) comemorou hoje a queda do risco soberano do Brasil abaixo dos índices dos Estados Unidos. Em seu comentário, chegou a “tirar onda” com o país da América do Norte.

“Não posso resistir a fazer o comentário de que pela primeira vez na história o Risco Brasil é menor do que o risco dos EUA”, disse ele, afirmando que a presidente Dilma Rousseff “ficou muito satisfeita com a questão de o Brasil ter risco menor do que os Estados Unidos”.

Segundo Mantega, o fato de o “Credit Default Swap”, ou CDS, (instrumento de proteção contra o risco de um devedor não cumprir suas obrigações) do Brasil tem sido negociado abaixo do norte-americano “mostra que nós estamos praticando uma política econômica correta” e que o Brasil “vem impondo respeito do resto do mundo”.

Ainda que circunstancial, o índice mostra que, na prática, investidores vêem mais risco de calote dos Estados Unidos que do Brasil.

FMI

Mantega, que deu entrevista no Palácio do Planalto para falar do café da manhã de governadores do Norte e Nordeste com a presidente, respondeu ainda sobre a corrida para dirigir o FMI.

Segundo ele, o Brasil só tomará uma posição após os dois candidatos finalistas –a ministra das Finanças francesa Christine Lagarde e o presidente do Banco Central mexicano Agustín Carstens– passarem pela sabatina com a direção do FMI.

Ele voltou, entretanto, a reforçar a posição brasileira de que países emergentes precisam ter mais voz no organismo.

(Folha Online)