O ministro Guido Mantega disse nesta quarta-feira (15) que o risco de se investir no Brasil, pela primeira vez, está menor que aplicar grana nos Estados Unidos. O risco, no entanto, só é menor para os casos de investimentos no curto prazo. Para chegar a esta conclusão, Mantega levou em conta o CDS (Credit Default Swap) ou swap de default de crédito.

Esse termo com nome complicado nada mais é que um seguro que um investidor contrata na hora de aplicar dinheiro em outro país. Se houver uma pane na economia desse determinado país, a empresa que fez o CDS paga o que o investidor aplicou, explica o economista Silvio Campos Neto, da Consultoria Tendências.

– [O CDS] é um seguro de uma dívida, é um custo de seguro de dívida. O mercado usa esse tipo de contrato para que o comprador do papel de um país ou uma empresa não corra risco em caso de um problema de crédito, ou seja, um default. Então, alguém compra um papel da dívida brasileira e, se não quiser correr o risco de o país sofrer uma moratória, paga um prêmio para uma empresa que oferece esse seguro e fica com a garantia em relação a qualquer evento.

Campos Neto explica que existem CDS de vários prazos – um, dois, cinco ou dez anos. Na última terça-feira (14), o CDS do Brasil recuou para 42 pontos no prazo de um ano, contra o custo de 49 pontos base para proteção da dívida dos EUA em um prazo equivalente. O economista explica que uma indefinição política nos Estados Unidos causou o aumento do custo do seguro por lá.

– No caso do CDS de um ano dos Estados Unidos, esse custo subiu um pouco nos últimos dias por conta da preocupação com a ampliação do teto da dívida do país. Não houve um consenso no Congresso e o que se especula é que o Tesouro local só tem até o início de agosto para honrar os compromissos. Ou seja, seria ampliado esse teto da dívida [para depois de agosto]. Esse impasse da ampliação ou não do teto da dívida deixou o seguro mais caro.

O economista da Tendências afirma que os CDSs mais longos – sobretudo o de cinco anos de duração – são mais usados pelo mercado para assegurar uma dívida. Mesmo assim, ele reconhece que o custo do seguro do Brasil deixa o país com fama ainda melhor no mercado internacional.

– Esse indicador é um bom critério [para avaliar o risco Brasil]. Esse custo de assegurar a dívida dá uma medida direta do que o mercado avalia em caso de risco de um evento de crédito. Nesse caso, dá para dizer, grosso modo, que, no período de um ano, o mercado está vendo um risco menor no mercado do Brasil do que no dos Estados Unidos, por conta especificamente do caso do limite da dívida.

Como isso muda sua vida?

Essa redução do risco para aplicações no Brasil pode ser benéfica para o consumidor, sobretudo quando ele quiser comprar um bem produzido em outro país, explica o economista.

– Fica mais barato consumir bens da economia que envolvem algum item importado, seja aqueles diretamente importados ou os bens produzidos aqui com insumos importados. Para o consumidor é bom porque ele tem produtos mais baratos e de boa qualidade. Isso gera concorrência e não se consegue aumentar tanto os preços dos produtos feitos aqui.

– [O CDS] é um seguro de uma dívida, é um custo de seguro de dívida. O mercado usa esse tipo de contrato para que o comprador do papel de um país ou uma empresa não corra risco em caso de um problema de crédito, ou seja, um default. Então, alguém compra um papel da dívida brasileira e, se não quiser correr o risco de o país sofrer uma moratória, paga um prêmio para uma empresa que oferece esse seguro e fica com a garantia em relação a qualquer evento.

Campos Neto explica que existem CDS de vários prazos – um, dois, cinco ou dez anos. Na última terça-feira (14), o CDS do Brasil recuou para 42 pontos no prazo de um ano, contra o custo de 49 pontos base para proteção da dívida dos EUA em um prazo equivalente. O economista explica que uma indefinição política nos Estados Unidos causou o aumento do custo do seguro por lá.

– No caso do CDS de um ano dos Estados Unidos, esse custo subiu um pouco nos últimos dias por conta da preocupação com a ampliação do teto da dívida do país. Não houve um consenso no Congresso e o que se especula é que o Tesouro local só tem até o início de agosto para honrar os compromissos. Ou seja, seria ampliado esse teto da dívida [para depois de agosto]. Esse impasse da ampliação ou não do teto da dívida deixou o seguro mais caro.

O economista da Tendências afirma que os CDSs mais longos – sobretudo o de cinco anos de duração – são mais usados pelo mercado para assegurar uma dívida. Mesmo assim, ele reconhece que o custo do seguro do Brasil deixa o país com fama ainda melhor no mercado internacional.

– Esse indicador é um bom critério [para avaliar o risco Brasil]. Esse custo de assegurar a dívida dá uma medida direta do que o mercado avalia em caso de risco de um evento de crédito. Nesse caso, dá para dizer, grosso modo, que, no período de um ano, o mercado está vendo um risco menor no mercado do Brasil do que no dos Estados Unidos, por conta especificamente do caso do limite da dívida.

Como isso muda sua vida?

Essa redução do risco para aplicações no Brasil pode ser benéfica para o consumidor, sobretudo quando ele quiser comprar um bem produzido em outro país, explica o economista.

– Fica mais barato consumir bens da economia que envolvem algum item importado, seja aqueles diretamente importados ou os bens produzidos aqui com insumos importados. Para o consumidor é bom porque ele tem produtos mais baratos e de boa qualidade. Isso gera concorrência e não se consegue aumentar tanto os preços dos produtos feitos aqui.

(R7)