Ceará é o sétimo estado do país em geração de postos de trabalhos formais na indústria em 2010, segundo a pesquisa “Mapa do Emprego Industrial” divulgada pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho do Ceará (IDT-CE) nesta terça-feira (14). Foram 251.357 novos empregos. Em 2009, o estado criou 236.851 postos de trabalhos.

O estado só perde para Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo em geração de vagas no setor industrial. Ainda segundo o estudo, os empregos nos últimos 10 anos deixaram de se concentrar em Fortaleza e estão melhor distribuídos na região metropolitana e pelo estado.

O Ceará também ficou entre os estados do Nordeste que mais geraram empregos formais em 2009, junto com Bahia e Pernambuco. Dos 5,3 milhões de empregos gerados no país entre 2006 e 2009, a região Nordeste ficou com 15,2% da geração de empregos formais no país, perdendo para o Sudeste (57,4%) e Sul (18,1%).

Primeiro no setor calçadista
Entre 2006 e 2009, o Ceará se destacou na geração de empregos no setor de calçados, com 16.562, se tornando o segundo maior pólo de produção do país, desbancando até mesmo São Paulo em número de empregos gerados. O estado ganhou expressão em quantidade de postos de trabalhos também no setor têxtil (13.309).

Outros setores que obtiveram expressividade no estado nos últimos 10 anos foram o comércio, a agropecuária e a construção civil. Também nesses últimos 10 anos, houve um acréscimo de sete grandes indústrias no Ceará ligadas aos segmentos calçadista (quatro), químico (quatro), alimentos e bebidas (um), borracha, couro e fumo (um), material de transporte (um), mecânica (um) e metalúrgica (um).

Rendimento
Na contramão da geração de empregos, o estudo revela que a força de trabalho no Ceará tem um dos menores níveis de rendimento obtido pela força de trabalho (R$ 715,19, em média), ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (R$ 711,21) e do Piauí (R$ 692,73), segundo valores divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
(G1)