Foi a maior implosão vista em Fortaleza nos últimos anos. Em nove segundos, milimétricos 20% do Estádio Castelão (3 mil metros cúbicos de concreto) vieram abaixo diante de centenas de espectadores. A consequente nuvem cinza de poeira levou alguns minutos para baixar e deixar perceber a precisão da queda. A estrutura demolida caiu sobre si mesma. A bilheteria e arquibancadas paralelas se mantiveram intactas.

500 quilos de explosivos foram necessários para vir abaixo parte da ala oeste do estádio, onde estava localizado o setor conhecido como “gaiola”. De cima abaixo, tudo foi destruído. A obra se encaminha agora para a edificação de camarotes, sala de monitoramento, broadcasting, entre outros equipamentos. Em frente ao prédio, a arena será fechada novamente com arquibancadas mais curtas.

 

 

 

 

Estrondo

Depois da contagem regressiva, a barulheira não veio de pronto. Foram dois segundos de expectativa, e, quando veio o estrondo, ainda não se podia estar preparado. “Ouvi o barulho de dentro do carro. Não consegui chegar a tempo porque esqueci de contar com o bloqueio das ruas. Mesmo de longe, foi um susto grande”, testemunha o bancário e assíduo frequentador do estádio, Jefferson Lima, de 22 anos.

O gerente técnico do Consórcio Castelão, Paulo Castro, garantiu o sucesso da operação e se disse satisfeito pela precisão do trabalho realizado. “As pessoas puderam perceber, a estrutura não oscilou para frente nem para trás, a queda foi muito precisa, graças aos três meses de preparação”, aponta o engenheiro. O dejeto resultante da implosão será inteiramente reciclado. Essa espécie de brita fina será reaproveitada para o embasamento da pavimentação dos estacionamentos do complexo esportivo.

500

quilos de explosivos foram necessários para destruir o tradicional reduto da torcida tricolor nos clássicos disputados no Castelão

(Janaina Bras – O Povo Online)

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