Os trabalhadores do Distrito Federal recebem, em média, o dobro dos salários pagos no Brasil em 2009. Enquanto a maioria dos brasileiros recebia em média 3,3 salários mínimos – o que equivale a R$ 1.540,59, os moradores da capital brasileira e do entorno recebiam cerca de R$ 3.120 (equivalente a 6,7 salários mínimos). 

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) na pesquisa Estatística do Cadastro Central de Empresas – com base em dados de 2009 – realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados consideram a totalidade de salários pagos pelas empresas e outras organizações. 

Em seguida aparecem Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá (com 3,9 salários mínimos) e Roraima, com 3,6 salários mínimos, todos os valores acima da média nacional.

Por outro lado, as menores participações em salário médio ficaram na Paraíba (2,3 salários mínimos), Maranhão, Piauí, Ceará e Alagoas (2,5 salários mínimos).

Segundo Denise Guichard Freire, essa diferença ocorre devido às desigualdades dos salários pagos nas diferentes regiões brasileiras.

– A questão está relacionada aos salários locais pagos pelas empresas. Às vezes a mesma atividade pode pagar salários diferenciados dependendo da região do Brasil. No Distrito Federal, por exemplo, o custo de vida mais elevado força [as empresas] a pagarem salários mais elevados do que os pagos pela mesma atividade em outros Estados.

Os homens receberam, em média, R$ 1 513,78 ou 3,3 salários mínimos e as mulheres R$ 1 083,10 ou 2,3 salários mínimos. Os salários mensais dos homens estavam 11,2% acima do salário médio pago pelas empresas, enquanto os das mulheres estavam 20,4% abaixo da média. As mulheres receberam 71,5% do valor salarial recebido pelos homens.

Além da diferença salarial, há uma significante desigualdade entre o número de pessoas assalariadas com diploma superior. Com base nos dados das empresas, é possível constatar que 25,6 milhões de brasileiros assalariados não possuem nível superior, enquanto 2,6 milhões possuíam nível superior, ou seja, 90,7% e 9,3%, do total, respectivamente.

(PORTAL R7)

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