Policiais militares e bombeiros do Estado do Rio de Janeiro poderão participar da Parada do Orgulho Gay usando seus uniformes. A autorização foi concedida ontem pelo governador Sergio Cabral Filho (PMDB) no lançamento da campanha Rio sem Homofobia. Os agentes poderão também usar carros das corporações no desfile, disse o governador.

Elas devem determinar o número de carros liberados para o evento. A Parada do Orgulho Gay ocorre no fim do ano, porém sua data ainda não está marcada. A intenção de Cabral é tornar a Parada Gay carioca parecida com a de São Francisco da Califórnia, criada há 42 anos e uma das uma das maiores e mais famosas do mundo.

O governador acredita que, assim como fizeram os membros do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a união civil de pessoas do mesmo sexo, o Senado vai aprovar o projeto de lei 122/2006 que criminaliza a homofobia.

Cabral também listou uma série de medidas que o governo vem tomando em anos recentes, para diminuir a discriminação que esse segmento da população sofre.

Campanha

Cabral Filho lançou também a primeira campanha publicitária contra a homofobia feita por um Estado na América Latina. A campanha será veiculada a partir de hoje em rádios, cinemas, na TV e em meios como outdoors, cartazes e folhetos.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLBT) e do Movimento Dellas, Yone Lindgren, explicou que a campanha é resultado da luta dos movimentos sociais, que começou em 2003, buscando diálogo com as autoridades.

Gerente do Centro Metropolitano de Referência LGBT, vinculado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, a transexual Marjorie Marchi disse que a campanha é um passo fundamental no processo de romper estigmas e clichês contra os homossexuais e transexuais.

A senadora Marta Suplicy (PT), relatora do projeto de lei 122, que participou do lançamento da campanha, relembrou os casos de homofobia que ainda ocorrem no país. “As cenas de violência que vimos na avenida Paulista, não foi uma simples briga. Foi um ataque, um ato de intolerância, de ódio, algo inadmissível que deve ser reprimido”, comentou a senadora. 

ENTENDA A NOTÍCIA

A campanha Rio Sem Homofobia será veiculada nas rádios, televisões, cartazes, mobiliário urbano, folhetos, além de um site e em itens promocionais, como camisetas e barracas de praia.

(O POVO ONLINE)